Goiás fechou julho com saldo de 3.581 novos empregos, segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged). É o segundo mês consecutivo de alta depois de um fechamento de 2.523 postos de trabalho em maio, de acordo com a avaliação mensal a partir dos dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
Com o resultado de julho, Goiás chega a um saldo de 47.285 empregos gerados em 2026 – uma média de 6.755 por mês até aqui. Há, porém, uma queda de 33,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando eram 71.546 vagas em sete meses – média de 10.220 novos postos de trabalho a cada mês.
A desaceleração é nacional. Segundo especialistas, o fenômeno é explicada por uma combinação de juros restritivos, proximidade dos índices de pleno emprego e um forte descompasso de qualificação. Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, no primeiro trimestre de 2026, a taxa de desemprego no estado estava em 5,1%, muito próximo do que é considerado pleno emprego.
Para julho, o setor que mais colaborou foi o agronegócio, com 1.754 novas vagas. Depois aparece a construção, com 1.475. A indústria, com 527, e os setor de serviços, com 300, também tiveram saldos positivos. Somente o comércio teve resultado negativo, com saldo de 472 demissões.
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