O candidato à Presidência lamentou a falta de compromisso dos adversários.Foto: Divulgação/Secom
O candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), lamentou publicamente o cancelamento do debate presidencial organizado pelo consórcio de mídia “O Momento da Decisão”, que estava agendado para a próxima segunda-feira (14). A suspensão do programa ocorreu em razão da falta de confirmação de presença dos presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em pronunciamento divulgado em suas redes sociais, Caiado classificou a ausência dos adversários como “revoltante” e um verdadeiro “golpe à democracia brasileira”.
O confronto de ideias seria promovido por um grupo formado por 11 veículos de comunicação: CNN Brasil, Exame, Metrópoles, Nova Brasil FM, Rádio Itatiaia, RedeTV!, Rede Vida, SBT, SBT News, Terra e VEJA +TV. O programa seria totalmente dedicado ao debate eleitoral.
Ao criticar a postura dos concorrentes, Caiado argumentou que o cancelamento do evento é injusto e prejudica diretamente os eleitores, que necessitam de informações para avaliar as opções ao Palácio do Planalto. O postulante também citou a citação dos oponentes no escândalo do caso Vorcaro e afirmou que nenhum dos dois apresenta estrutura para governar o país durante a atual crise, uma vez que buscam focar na resolução de problemas pessoais.
“O Lula e o seu Flávio resolveram não ir ao debate. Isso é um golpe à democracia brasileira”, destacou Caiado. “Como que pode duas pessoas que estão mais sujas que pau de galinheiro, envolvidos no escândalo Vorcaro, não irem?”, questionou o candidato.
A desistência das lideranças coincide com a divulgação da pesquisa Quaest, publicada na última segunda-feira (7), na qual Flávio Bolsonaro e Lula figuram com as maiores rejeições junto ao eleitorado, registrando 55% e 53%, respectivamente.
Em nota oficial sobre a decisão, o pool de imprensa reiterou a convicção de que os debates são ferramentas indispensáveis para o exercício democrático e assumiu o compromisso de manter uma cobertura abrangente e plural ao longo de toda a corrida eleitoral.
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