Painel frontal da máquina eleitoral durante inspeção pública: os quatro modelos de urna eletrônica asseguram a transparência e a velocidade na contagem dos votos. Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
As eleições em outubro mobilizará mais de 158,7 milhões de cidadãos aptos a exercer a democracia nos quatro cantos do País. Nesse sentido, a Justiça Eleitoral já finalizou os ajustes logísticos para a distribuição de 563.910 equipamentos de votação em todas as seções eleitorais. A maior parte desse contingente tecnológico exibe visual moderno e maior velocidade, enquanto versões tradicionais continuam em operação com suporte técnico rigoroso.
Compreender quais modelos de urna eletrônica compõem a votação atual tranquiliza a população e esclarece dúvidas sobre os sistemas de apuração. Afinal, cada aparelho passa por uma bateria profunda de auditorias antes de receber as informações oficiais dos candidatos.
O mapa de distribuição dos equipamentos pelo Brasil
Antes de mais nada, o eleitor encontrará quatro versões de fabricação distintas ao chegar à sua cabine de votação. Portanto, o tribunal escalou os modelos batizados tecnicamente de UE2022, UE2020, UE2015 e UE2013 para atender a demanda das zonas eleitorais.
De acordo com o planejamento logístico, os aparelhos modernos concentram 77% da frota nacional ativa. As equipes técnicas reservaram 217.145 unidades do modelo 2022 e 222.323 exemplares da edição de 2020. Por sua vez, as máquinas consolidadas somam 95.065 unidades da série 2015 e 29.377 aparelhos de 2013. Além disso, cada Tribunal Regional Eleitoral (TRE) define a alocação específica das urnas segundo a conveniência geográfica de cada município.
O salto de desempenho da nova geração

Por outro lado, quem votar nas versões lançadas a partir de 2021 perceberá um avanço considerável na dinâmica da votação. Isto porque o modelo UE2020 inaugurou uma arquitetura moderna que multiplicou a capacidade de processamento em 18 vezes na comparação com a geração anterior.
Ademais, essas unidades contam com baterias modernas de lítio-ferro-fosfato, as quais mantêm a autonomia das máquinas mesmo em caso de interrupção na rede elétrica de comunidades isoladas. A edição seguinte, denominada UE2022, manteve todas as vantagens internas da sua antecessora direta. O fabricante apenas refinou o encaixe do gabinete e aperfeiçoou detalhes ergonômicos da carcaça para facilitar o transporte das maletas.
Recursos visuais e acessibilidade
Da mesma forma, o desenho estrutural dos novos equipamentos tornou a experiência do eleitor muito mais intuitiva. Ao contrário dos aparelhos clássicos que traziam a tela ao lado dos números, as máquinas recentes trazem o visor posicionado logo acima do teclado numérico.
Outro ponto marcante envolve a inclusão de uma tela sensível ao toque no terminal dos mesários, agilizando a conferência dos dados biológicos. Consequentemente, o tempo de fila diminui bastante nos horários de maior fluxo. Para além disso, os modelos recentes incorporam recursos inclusivos de ponta, como um sintetizador de voz que dita os nomes escolhidos e um intérprete virtual de Libras na tela para pessoas com deficiência auditiva.
Integridade

Ainda que os modelos UE2015 e UE2013 representem quase um quarto do total, a proteção dos dados segue intransponível. As autoridades eleitorais explicam que todos os aparelhos funcionam sob as mesmas normas rígidas de validação criptográfica.
Nesse contexto, os analistas do tribunal instalam o mesmo pacote idêntico de programas em todas as máquinas da frota, independentemente do ano de montagem da carcaça. Cada urna opera de forma isolada, isto é, sem conexão com a internet, antenas sem fio, cabos de rede ou sinais de celular. Essa barreira física e lógica anula qualquer possibilidade de invasão externa ou adulteração dos boletins de urna gerados após o encerramento da votação.
Renovação da frota
Finalmente, a convivência de modelos distintos decorre da política de sustentabilidade e responsabilidade fiscal adotada pelo órgão eleitoral. Uma máquina oficial apresenta vida útil de aproximadamente dez anos, período em que passa por revisões estruturais constantes.
Assim que um lote atinge o prazo regulamentar de aposentadoria, o tribunal aciona empresas especializadas para reciclar até 95% dos componentes eletrônicos e metálicos. Logo em seguida, o órgão abre licitações públicas para adquirir novas remessas de acordo com projetos patenteados pelo próprio poder público. Esse ciclo planejado garante que o eleitorado usufrua de tecnologia de ponta sem comprometer os cofres públicos com substituições desnecessárias.
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