“Quem paga o pato é quem é correto”: Romário Policarpo critica medida contra as bets

55170702467_784cb9dd3d_k.webp


Romário Policarpo – Vice-Presidente do Vila Nova (Foto – Roberto Corrêa)

A decisão do governo federal de proibir a atuação das casas de apostas no Brasil terá impacto direto no futebol e já preocupa o Vila Nova. Nesta sexta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou uma Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no país, alcançando tanto as apostas esportivas quanto os jogos on-line.

A medida atinge uma importante fonte de receitas do futebol brasileiro, já que as empresas do setor ocupam espaços de patrocínio nas camisas dos clubes e também investem em publicidade nas competições. A MP entra em vigor com sua publicação, mas precisa passar pelo Congresso Nacional.

O Vila Nova está diretamente inserido nesse cenário por contar com uma casa de apostas como patrocinadora master. Vice-presidente colorado, Romário Policarpo afirmou que o clube terá de buscar alternativas para manter seus compromissos financeiros e criticou a maneira como a decisão foi tomada pelo governo. “É pagar conta, né? A gente tem conta para pagar, temos contratos em vigência e não vamos mudar os nossos valores, mesmo com o fim do patrocínio master que a gente tem. Temos que lembrar que esse problema não afeta só o patrocínio master. Ele afeta a competição como um todo, porque temos receitas de publicidade, das placas dos jogos, que também são pagas por essas empresas. A gente vai ter que se reinventar.”

Romário Policarpo que concedeu entrevista à Rádio Bandeirantes, classificou a iniciativa como uma “medida eleitoreira” e afirmou que, apesar de reconhecer os problemas sociais provocados pelas apostas, entende que outras alternativas poderiam ter sido discutidas antes de uma proibição total.

“A gente sabe que é uma medida eleitoreira, a gente entende o dano que isso causa e é claro que causa mesmo. Não estamos aqui para falar que somos a favor. Tenho a minha opinião bem formada em relação a isso. Acho até que, talvez, uma solução fosse a proibição da publicidade, mas o governo decidiu acabar de vez com as bets. É óbvio que existe um dano causado pelas bets, é óbvio que precisava de uma solução. A gente estava vendo famílias sendo destruídas com isso.”

Na avaliação do dirigente, o principal problema está na forma como a mudança foi implementada e na ausência de um período maior de adaptação para clubes e outras organizações que possuem contratos com empresas do setor. “No Brasil, é feito sem planejamento e quem paga o pato é quem é correto, aqueles que pagam suas contas em dia. Não se discute emprego, não se discute absolutamente nada. Também entendo que era necessário estancar essa hemorragia que estava tendo no Brasil, mas era necessário estancar com responsabilidade, não da forma que foi feita. Agora é seguir. A gente é muito correto, paga as contas em dia e vai fazer o possível para continuar fazendo isso.”

Romário Policarpo também explicou que o Vila Nova ainda não havia elaborado um planejamento de longo prazo para substituir as receitas provenientes das apostas. “Não houve esse planejamento a longo prazo. O governo federal decidiu dar fim às bets agora. A gente está falando de um planejamento que precisa ser feito com prazo, pelo menos é assim aqui no Vila. A gente vai se reinventar. O futebol vai ter que existir depois das bets.”


Leia mais sobre: Campeonato Brasileiro / Romário Policarpo / Vila Nova Futebol Clube / Esportes / Vila Nova Futebol Clube

fonte

Compartilhe essa matéria.

Facebook
X
Threads
Telegram
WhatsApp
Email
Print

PUBLICIDADE