Supermercado ficou mais caro em outubro em Goiânia. (Foto: Agência Brasil)
O IPCA-15, índice que serve como prévia da inflação oficial, apontou alta de 0,44% em Goiânia em outubro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capital goiana tem o maior acumulado do ano entre as localidades pesquisadas: 4,76% de janeiro a outubro.
A capital goiana lidera no país no indicador inflacionário, seguida por Fortaleza (4,66%) e Rio de Janeiro (4,57%). A média nacional no período ficou em 4,15%, o que deixa Goiânia 0,61 ponto percentual acima do Brasil.
Em 12 meses, a prévia da inflação em Goiânia chegou a 5,38%, também a maior taxa do país, contra 4,62% no Brasil e 5,27% em Fortaleza, a segunda colocada.
O acumulado em Goiânia é o maior resultado desde 2021, quando o IPCA-15 chegou a 8,06% na capital – em plena pandemia de Covid-19. Nos últimos quatro anos, o índice nessa mesma comparação ficou em 3,86% em 2025, 3,66% em 2024, 3,07% em 2023 e 3,42% em 2022, todos abaixo do atual.
No resultado do mês, a variação de 0,44% em Goiânia ficou acima da média nacional (0,32%) e foi a terceira maior entre as localidades, atrás de Belém (0,76%) e Belo Horizonte (0,59%). No outro extremo, Curitiba registrou a única variação negativa do mês (-0,27%) e também o menor acumulado do ano (2,27%), 2,49 pontos percentuais abaixo do de Goiânia. Entre as menores altas mensais, depois de Curitiba, aparece Fortaleza (0,19%), seguida pelo Rio de Janeiro (0,22%).
Alimentação no domicílio pressiona alta dos preços em Goiânia
A alimentação no domicílio foi o grupo com maior variação na prévia da inflação em Goiânia em outubro. Os alimentos consumidos em casa subiram 1,81% na capital, contra 1,01% no Brasil, em um mês em que o índice geral da capital avançou 0,44%. O subgrupo Tubérculos, raízes e legumes liderou as altas, com 18,72% (12,92% no Brasil) de alta, puxado pelo tomate, que subiu 32,59% (24,54% no país), e pela cebola, que subiu 16,45% (13,63% no país).
As carnes também subiram: 0,73% em Goiânia, contra 0,48% no Brasil. No acumulado do ano, o tomate sobe 93,61% e a cebola, 90,80% na capital goiana, enquanto as carnes acumulam alta de 9,27%.
Por outro lado, o grupo Saúde e cuidados pessoais foi o que mais ajudou a conter a prévia da inflação em Goiânia em outubro. Os preços do grupo recuaram 0,87% na capital, enquanto no Brasil houve alta de 0,15%. A queda foi puxada pelos produtos farmacêuticos, que caíram 1,38% em Goiânia, contra alta de 0,08% no país, e pelos cuidados pessoais, que recuaram 1,62% (0,29% no Brasil).
A energia elétrica residencial também aliviou o orçamento das famílias: a tarifa caiu 1,63% em Goiânia, contra queda de 0,89% no Brasil. No acumulado de 2026, a energia elétrica residencial recua 4,43% na capital goiana, enquanto no país o acumulado do ano é de alta de 3,66%.
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