Daniel Vilela articula mudanças e prepara nova composição do primeiro escalão do Governo de Goiás para 2027

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A formação da nova equipe de governo de Daniel Vilela (MDB) começa a movimentar os bastidores da política goiana. Com a perspectiva de reorganizar o primeiro escalão da administração estadual para 2027, o governador tem mantido conversas com lideranças políticas, auxiliares e representantes de diferentes setores, buscando conciliar continuidade administrativa, renovação e fortalecimento das alianças regionais.

Embora mantenha discrição sobre as possíveis mudanças, Daniel Vilela estaria interessado em iniciar 2027 com a equipe definida, garantindo planejamento e organização para a nova etapa da gestão. O ex-governador Ronaldo Caiado também participa das conversas, sendo frequentemente consultado pelo sucessor, embora não deva interferir diretamente nas escolhas.

Entre os nomes considerados praticamente certos para permanecer na estrutura administrativa está o jornalista Gean Carvalho, atual titular da Secretaria-Geral de Governo. Reconhecido pela atuação estratégica e pela experiência em comunicação e marketing político, ele poderá inclusive assumir uma estrutura ampliada, caso seja criada uma supersecretaria.

Outro nome que aparece com força nas articulações é o de Agenor Mariano, próximo ao governador e cotado para assumir a presidência da Saneago ou a Secretaria de Administração (Sead). Bruno Magalhães D’Abadia, atual presidente do Ipasgo, também é citado como possível opção para a companhia de saneamento.

Na área da Educação, José Frederico Lyra já ate designado para assumir a secretaria. Já para a Secretaria do Entorno do Distrito Federal, são lembrados a deputada federal Lêda Borges (Republicanos) e o ex-prefeito de Valparaíso de Goiás, Pábio Mossoró (MDB).

Na Secretaria de Comunicação, Bruno Rocha Lima é apontado como favorito à permanência, em razão da continuidade do trabalho institucional e do relacionamento mantido com os veículos de comunicação.

Articulações políticas e representatividade regional

A composição do novo secretariado também deverá considerar o peso político e econômico das principais regiões do Estado. Anápolis, por exemplo, estaria articulando espaço na Secretaria de Indústria e Comércio. O atual titular da pasta, Joel Santana, é citado como possível nome para a Agehab ou outra função no primeiro escalão. Seu irmão, Alexandre Baldy, presidente estadual do Progressistas e primeiro suplente de senador, também deverá participar das articulações para indicar representantes do grupo político.

Rio Verde, pela força econômica e representatividade política, também deverá conquistar espaço na nova administração. O grupo liderado pelo deputado estadual eleito Paulo do Vale, pelo deputado federal eleito Lucas do Vale e pelo prefeito Wellington Carrijo poderá participar das indicações para áreas estratégicas, como Goinfra, Agricultura ou Saúde.

Outro nome lembrado é o de José Mário Schreiner, que foi coordenador geral da campanha cotado para indicar a presidência da Goinfra. A atual presidente da agência, Eliane Simonini Baltazar, entretanto, teria a confiança do governador e também aparece entre as possibilidades de permanência.

Secretarias estratégicas e possíveis mudanças

Na área de Minas e Energia, existe a possibilidade de criação de uma nova secretaria, com atenção especial às oportunidades relacionadas às terras raras e ao potencial mineral de Goiás. Entre os nomes mencionados para a estrutura estão Adriano da Rocha Lima e Vilmar Rocha. Adriano também é lembrado para a Secretaria de Ciência e Tecnologia, a Casa Civil e a área de tecnologia do Estado.

Na Casa Civil, Bruno Belém aparece como provável continuidade. Já Adriano da Rocha Lima também é citado para a GOtech, empresa pública de tecnologia criada pelo governo estadual. O atual diretor-presidente, João Batista Grego, mantém proximidade com Daniel Vilela e poderá continuar no comando.

Na Secretaria de Economia, Renata Lacerda Noleto, auditora fiscal, é considerada uma das possibilidades de permanência, em razão de sua atuação técnica e administrativa.

Na Segurança Pública, o coronel Renato Brum dos Santos, da Polícia Militar, também aparece entre os nomes cotados para continuar à frente da pasta.

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento deverá permanecer sob o comando de Ademar Pereira Leal Filho, aliado próximo de Daniel Vilela. Entretanto, caso o grupo de José Mário Schreiner amplie sua participação na estrutura estadual, não está descartada uma reorganização dos espaços administrativos.

Saúde, infraestrutura e cargos de confiança

A Secretaria de Saúde é uma das áreas que concentram maior expectativa em relação às mudanças. O atual secretário, Rasível dos Reis Santos Júnior, poderá permanecer, mas Amanda Melo e Santos Limongi também são mencionados nas articulações.

Os deputados Jamil Calife e Paulo do Vale aparecem entre as possibilidades levantadas para a pasta, embora ainda não exista definição. Uma eventual escolha de Jamil Calife teria reflexos na composição da Assembleia Legislativa, podendo abrir espaço para o primeiro suplente Lincoln Tejota.

Pedro Chaves também figura entre os nomes lembrados para diferentes funções, incluindo Saneago, Goinfra e Chefia de Gabinete. Para esta última estrutura, Irisneide Elias Costa, atualmente na diretoria-executiva de Articulação, também é considerada uma opção, em reconhecimento à sua atuação administrativa.

Paulo Ortegal deverá continuar próximo ao governador, embora a tendência seja de ocupar uma função de assessoramento, sem necessariamente assumir uma secretaria de maior estrutura.

Na área de planejamento e administração, Euler Morais, considerado integrante do grupo de confiança de Daniel Vilela, poderá permanecer no governo, com possibilidade de atuação na Sead ou em funções estratégicas.

Pedro Machado Gonçalves, liderança política de Goianésia e ligado à história do MDB, também é lembrado para uma posição próxima ao governador, possivelmente na área jurídica.

Outros nomes citados nas conversas são Marcos Roberto, ligado a Ronaldo Caiado e com possibilidade de retornar ao Detran; Delegado Waldir Soares, que poderá ser indicado pelo União Brasil; e André, conhecido como Boi Carneiro, ainda sem definição de função.

Reorganização administrativa e novos espaços políticos

Entre as mudanças estruturais estudadas está a possível extinção da Secretaria da Retomada, cuja continuidade estaria em avaliação. A Agência de Atração de Investimentos do Estado de Goiás (InvestGO) também deverá ter sua direção definida dentro do processo de reorganização administrativa.

O vice-governador eleito Luiz do Carmo deverá participar das indicações para a Agência de Fomento e a presidência da Emater. Ele também teria interesse na futura Secretaria de Minas e Energia, especialmente diante das perspectivas de desenvolvimento econômico relacionadas à exploração de terras raras.

Na Cultura, Yara Nunes aparece entre as possibilidades de permanência, contando com apoio político de Ronaldo Caiado e da senadora eleita Gracinha Caiado. Entretanto, Kleber Adorno também estaria articulando espaço na pasta.

A movimentação demonstra que a montagem do novo governo envolverá não apenas critérios técnicos e administrativos, mas também a composição de forças políticas, a representatividade regional e a continuidade de projetos considerados estratégicos para Goiás.

Apesar das especulações que circulam nos bastidores, as definições oficiais dependem das decisões do governador Daniel Vilela. A expectativa é que os anúncios ocorram de forma organizada, permitindo que a nova equipe comece 2027 com as principais estruturas administrativas definidas.

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