Corinthians acumula R$ 27,3 milhões em parcelas atrasadas com a União

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Foto: Mauro Horita/ Agência Paulistão

O Corinthians deixou de pagar a parcela de setembro e outras três prestações do acordo de transação tributária firmado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

O acordo, assinado em fevereiro deste ano, reduziu uma dívida do clube com a União de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões.

Com quatro meses de inadimplência, os valores em aberto somam R$ 27.326.394,64. Desse total, R$ 8.007.929,92 correspondem a débitos previdenciários e R$ 19.318.464,72 a débitos não previdenciários.

As parcelas são corrigidas pela Selic, taxa básica de juros do Brasil.

Corinthians deixou de pagar parcelas em junho

A gestão de Osmar Stabile quitou as quatro primeiras parcelas do acordo com a PGFN. Os pagamentos, porém, foram interrompidos em junho.

O contrato estabelece que a falta de pagamento de três parcelas consecutivas ou alternadas pode levar à rescisão do acordo.

A PGFN notificou o Corinthians sobre a inadimplência em agosto. Até o momento, porém, o órgão não informou uma eventual revogação do acordo, que continua válido.

Em nota, a PGFN afirmou que não comentaria cenários futuros e informou que a transação com o Corinthians permanece regular.

Segundo o órgão, as regras sobre atraso, notificação e eventual perda do acordo estão previstas na Portaria PGFN/ME nº 6.757, de 29 de julho de 2022.

A norma estabelece prazo de 30 dias, após a notificação, para o contribuinte regularizar os pagamentos ou apresentar defesa administrativa contra uma eventual rescisão.

O Corinthians afirmou que pretende resolver a situação com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

“Conta com a boa relação com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para resolver a questão da melhor maneira e o mais rápido possível.”

Caso as partes rescindam o acordo, o contrato prevê o retorno do valor original da dívida, sem os descontos negociados. Os pagamentos já realizados seriam abatidos desse montante.

Nesse cenário, as cobranças judiciais e extrajudiciais também seriam retomadas.

Além disso, o Corinthians ficaria impedido por dois anos de celebrar um novo acordo de transação tributária. A restrição também valeria para outras dívidas.

Acordo gerou discussão nas contas de 2025

A transação tributária com a PGFN também provocou discussão durante a aprovação das contas do Corinthians referentes a 2025.

Embora a gestão tenha assinado o acordo em 2026, registrou os efeitos da negociação nas contas do exercício anterior.

A renegociação provocou uma redução de R$ 217,428 milhões na dívida bruta total do clube.

Corinthians acumula déficit em 2026

O Corinthians tem endividamento na casa dos R$ 2,8 bilhões e acumulou déficit de R$ 278,705 milhões nos primeiros sete meses de 2026.

O clube também enfrenta dificuldades para manter os pagamentos de despesas correntes.

No futebol masculino, por exemplo, a diretoria acumula dois meses de direitos de imagem, além de valores referentes a férias e premiações da Conmebol Libertadores e do Campeonato Brasileiro.

Em setembro, os salários dos jogadores contratados pelo regime CLT também chegaram a atrasar por uma semana.


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