Partidos negociam federações que impactam na política de Goiás

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Thialu Guiotti integra o Avante, e Aava Santiago preside o PSB goiano.

Cinco partidos abriram negociações para ampliar ou criar federações que terão impacto direto na política de Goiás. Em Brasília, na última quarta-feira (14), Avante, PRD e Solidariedade iniciaram contatos para que as três legendas se unam numa única federação e, assim, superem a cláusula de barreira. O PDT também se reuniu nesta data e marcou para 27 de outubro convenção que vai encaminhar definição para o futuro da legenda.

Em comum o que estas siglas têm é que nenhuma delas superou a cláusula de barreira. Para este ano, a exigência era de eleição de pelo menos 13 deputados federais divididos em, no mínimo, nove unidades federativas. Ou de 2,5% dos votos válidos nacionalmente, com piso de 1,5% em pelo menos nove unidades federativas.

PRD e SD já disputaram o pleito unidos na Federação Renovação Solidária. Agora, o Avante negocia para ingressar no grupo. O bloco teria 12 parlamentares eleitos – um a menos que os 13 exigidos – mas cumpriria a cláusula de barreira pelo critério de votos válidos.

Em Goiás, o Avante não formou chapa para deputados federais ou estaduais. Na Federação Renovação Solidária o único eleito foi Lucas Calil (PRD). Caso a federação não amplie sua bancada para cumprir a cláusula de barreira, ele ficaria liberado para trocar de legenda sem configurar infidelidade partidária.

Na Câmara Municipal de Goiânia, a federação passaria a ter o presidente da Câmara, Thialu Guiotti (Avante), e subiria dos dos atuais três para quatro parlamentares. Ronilson Reis e Léo José são filiados ao Solidariedade, e Markim Goyá ao PRD. Quando eles se elegeram, as chapas eram individuais, uma vez que a Federação Renovação Solidária foi oficializada somente em 2025.

Na Assembleia Legislativa, foram eleitos quatro integrantes da Federação Renovação Solidária: Wagner Neto (SD), Alessandro Moreira (PRD), Anderson Teodoro (PRD) e Paulin Vai Nele (PRD). O Avante sequer teve chapa de deputados estaduais.

União na esquerda?

Por sua vez, o PDT fará convenção no dia 27 de outubro. Além da análise de conjuntura pós-eleição, o partido vai debater a possibilidade de integrar uma federação ou ser parte de incorporação ou fusão. No radar dos trabalhistas o caminho que parece mais próximo é uma federação com o PSB, já discutida no ano passado, mas que não vingou.

O PDT elegeu apenas seis deputados federais e também não atingiu a cláusula de barreira. Além da federação com o PSB, são discutidas possibilidades de se juntar ao PSDB ou mesmo à Federação Renovação Solidária – esta numa chance bem mais remota.

Em Goiás, o PDT ficou fragilizado depois da saída de George e Flávia Morais, que migraram para o MDB. O partido lançou chapa para deputado federal com nomes desconhecidos e não elegeu nenhum quadro.

No PSB, o principal nome no estado é a vereadora Aava Santiago, que teve mais de 120 mil votos para deputada federal, mas não se elegeu por conta da fragilidade da chapa pessebista.

Uma eventual federação PSB-PDT teria, na Câmara de Goiânia, Aava e Juarez Lopes (PDT) como integrantes.


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