A Universidade Federal de Goiás (UFG) tem 12 pesquisadores entre os cientistas considerados mais influentes do mundo, segundo a edição de 2026 do ranking World’s Top 2% Scientists. O levantamento reúne pesquisadores de diferentes áreas e avalia o impacto de seus trabalhos científicos, tanto no ano anterior quanto ao longo da carreira.
Elaborada com participação de pesquisadores da Universidade Stanford e publicada pela editora Elsevier, a classificação utiliza dados da plataforma Scopus. A edição de 2026 reúne cerca de 249 mil cientistas no mundo, dos quais 1.510 estão vinculados a instituições brasileiras.
Entre os nomes ligados à UFG estão pesquisadores das áreas de ecologia, genética, ciências ambientais, saúde, odontologia, química, física, farmácia e biologia. Alguns aparecem tanto na categoria de impacto em 2025 quanto na avaliação do trabalho acumulado ao longo da carreira.
Como funciona o ranking
O World’s Top 2% Scientists identifica pesquisadores com destaque em suas áreas a partir de indicadores bibliométricos, que ajudam a medir a repercussão da produção científica. Entre os critérios considerados estão o número de citações recebidas pelos trabalhos, o índice H, a coautoria e a posição dos pesquisadores nas publicações.
A classificação é dividida em duas categorias: impacto científico ao longo da carreira e impacto em um ano específico. Na edição de 2026, a avaliação anual considera as citações recebidas em 2025, enquanto a análise de carreira reúne dados acumulados até o fim daquele ano. Os pesquisadores são distribuídos por campos e subáreas do conhecimento.
O que dizem representantes da UFG
A reitora da universidade, Sandramara Matias Chaves, relaciona a presença dos pesquisadores no levantamento ao trabalho desenvolvido pela instituição ao longo dos anos.
“O fato de termos tantos pesquisadores da UFG entre os mais influentes do mundo é um indicativo da consistência do trabalho desenvolvido pela Universidade”.
Sandramara também destaca a importância da integração entre ensino, pesquisa e extensão nas universidades públicas. Segundo ela, essa atuação contribui para aproximar a formação acadêmica dos desafios da sociedade e para desenvolver pesquisas em diferentes áreas.
O pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFG, Wendell Coltro, afirma que o resultado reflete a contribuição da universidade para a produção de conhecimento com alcance internacional.
“É inegável que, ao integrar a lista dos nomes mais influentes do mundo, a UFG projeta a ciência brasileira no cenário mundial e amplia sua visibilidade ao reafirmar seus padrões de excelência acadêmica e de compromisso com a sociedade”, destaca.
Os cientistas da UFG reconhecidos pelo impacto em 2025
Dez pesquisadores vinculados à universidade aparecem na categoria que considera o impacto dos trabalhos científicos durante 2025. Confira os nomes e seus respectivos programas de pós-graduação:
- José Alexandre Felizola Diniz-Filho: programas de pós-graduação em Ecologia e Evolução e em Genética e Biologia Molecular.
- Edgardo Manuel Latrubesse: Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais.
- Paulo de Marco Júnior: programas de pós-graduação em Biodiversidade Animal e em Ecologia e Evolução.
- Carlos Estrela: programas de pós-graduação em Ciências da Saúde e em Odontologia.
- Wendell Karlos Tomazelli Coltro: Programa de Pós-Graduação em Química.
- Erika Aparecida Silveira: Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde.
- Adolfo Franco Júnior: programas de pós-graduação em Química e em Física.
- Carolina Horta Andrade: programas de pós-graduação em Ciências Farmacêuticas e em Medicina Tropical e Saúde Pública.
- Jadson Diogo Pereira Bezerra: Programa de Pós-Graduação em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro.
- Cláudio Rodrigues Leles: programas de pós-graduação em Ciências da Saúde e em Odontologia.
Pesquisadores reconhecidos pelo impacto ao longo da carreira
Na categoria que avalia a repercussão acumulada da produção científica ao longo da carreira, sete pesquisadores ligados à UFG aparecem na lista:
- José Alexandre Felizola Diniz-Filho: programas de pós-graduação em Ecologia e Evolução e em Genética e Biologia Molecular.
- Edgardo Manuel Latrubesse: Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais.
- Luis Mauricio Bini: Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução.
- Carlos Estrela: programas de pós-graduação em Ciências da Saúde e em Odontologia.
- Paulo de Marco Júnior: programas de pós-graduação em Biodiversidade Animal e em Ecologia e Evolução.
- Alejandro Ostermayer Luquetti: Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical e Saúde Pública.
- Wendell Karlos Tomazelli Coltro: Programa de Pós-Graduação em Química.
Como alguns nomes aparecem nas duas categorias, as listas somam 17 registros, mas correspondem a 12 pesquisadores diferentes vinculados à universidade.
O levantamento coloca em evidência trabalhos científicos de áreas distintas e mostra como a repercussão das pesquisas pode ser analisada tanto pelas citações recebidas em um período específico quanto pelo impacto acumulado durante a trajetória acadêmica.









