São Paulo aprova contrato de cinco anos com a Ticketmaster

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São Paulo e Ticketmaster

O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou nesta quarta-feira (30) o contrato com a Ticketmaster. O acordo terá duração de cinco anos e envolve a gestão dos ingressos do Morumbis e do plano de sócio-torcedor.

A votação terminou no fim da tarde, com 184 votos favoráveis e 44 contrários. Uma mudança na multa para rescisão do contrato ajudou na aprovação. O valor caiu de R$ 25 milhões para R$ 14 milhões.

O São Paulo receberá R$ 140 milhões dentro do acordo. Desse total, a Ticketmaster antecipará R$ 110 milhões ao clube, em uma operação que funcionará como empréstimo.

São Paulo terá antecipação de R$ 110 milhões

O clube receberá os R$ 110 milhões em até 45 dias após a assinatura do contrato. O pagamento ocorrerá em três parcelas.

O valor será devolvido à Ticketmaster ao longo dos cinco anos de contrato. A operação terá juros equivalentes ao CDI mais 1,99%.

A devolução ocorrerá com recursos das receitas líquidas dos jogos realizados no Morumbis. O contrato estabelece um limite de R$ 1,8 milhão por mês.

Na prática, mesmo que o São Paulo arrecade R$ 10 milhões líquidos em determinado mês, o pagamento à Ticketmaster ficará limitado a R$ 1,8 milhão.

O limite também será aplicado em meses sem partidas ou sem receitas de jogos. O mecanismo, portanto, prolonga o período necessário para quitar o empréstimo caso a arrecadação mensal seja baixa.

Contrato também envolve o camarote 29A

Além dos ingressos e do programa de sócio-torcedor, a Ticketmaster ficará responsável pela gestão do camarote 29A do Morumbis.

A empresa pagará R$ 30 milhões ao São Paulo logo após a assinatura do contrato. Em troca, terá o direito de administrar o espaço durante cinco anos em eventos, shows e partidas.

O acordo também prevê R$ 6 milhões para o São Paulo utilizar na reforma do Museu do clube.

Ticketmaster cobrará taxas sobre ingressos

A Ticketmaster ficará responsável pela venda dos ingressos do São Paulo. Para isso, cobrará uma taxa de administração de até 10% por ingresso.

Nas entradas físicas, a taxa será de 8%. Além disso, o clube aplicará o mesmo percentual na administração do plano de sócio-torcedor.

O São Paulo abriu uma licitação nos últimos meses para escolher a nova empresa responsável pelas operações. O clube escolheu a proposta da Ticketmaster, principalmente pelos valores que a empresa repassará à equipe.

Empresa também assumirá o sócio-torcedor

A parceria inclui ainda a administração do programa de sócio-torcedor. Atualmente, o serviço está sob responsabilidade da Feng.

O São Paulo avalia que a concentração das duas operações em uma única empresa pode reduzir os custos administrativos. Hoje, ingressos e sócio-torcedor são gerenciados por empresas diferentes.

Para encerrar o contrato com a Feng, o clube calcula uma multa de aproximadamente R$ 3,7 milhões.

Acordo foi tratado como prioridade

A aprovação do contrato ganhou prioridade dentro do São Paulo nas últimas semanas, principalmente pela necessidade de obter os recursos previstos no acordo.

O clube relacionou publicamente a aprovação da parceria com a Ticketmaster à necessidade de quitar valores atrasados com o elenco.

No início de setembro, o São Paulo atrasou salários dos jogadores e apontou a demora na análise do contrato pelo Conselho Deliberativo como um dos fatores para o problema.

Antes disso, a diretoria também havia descumprido um compromisso de quitar direitos de imagem atrasados até o fim de agosto. Na ocasião, o clube condicionou o pagamento à aprovação do acordo com a Ticketmaster.

Posteriormente, o Conselho Deliberativo estabeleceu um novo prazo para o fim de setembro. Nesse período, o órgão analisou e aprovou o contrato.


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