Pequi faz bem à saúde? Veja o que o fruto símbolo de Goiás oferece – Curta Mais

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Em Goiás, o pequi desperta paixões. Seu aroma característico anuncia pratos tradicionais, como o arroz com pequi e o frango caipira, e divide opiniões entre quem espera ansiosamente pela temporada do fruto e quem prefere passar longe dele. Mas, além de sua importância para a gastronomia regional, o pequi também chama a atenção pelo valor nutricional.

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Nativo do Cerrado brasileiro, o fruto tem polpa amarela e concentra compostos bioativos, especialmente carotenoides, responsáveis por parte de sua coloração intensa. Estudos científicos identificam substâncias como betacaroteno, luteína e zeaxantina em sua composição. A quantidade desses compostos, porém, pode variar conforme a região onde o fruto cresce e suas características naturais.

Foto: Divulgação

Isso significa que o pequi vai além do sabor marcante. Quando consumido como parte de uma alimentação variada, ele pode contribuir para a ingestão de nutrientes importantes para o funcionamento do organismo.

Pequi tem nutrientes que ajudam a proteger as células

Um dos destaques nutricionais do pequi é a presença de carotenoides. Alguns deles, como o betacaroteno, podem ser convertidos em vitamina A pelo organismo. Esse nutriente participa da manutenção da visão e do funcionamento adequado do sistema imunológico.

O fruto também contém compostos fenólicos, estudados por sua atividade antioxidante. Essas substâncias podem ajudar a neutralizar os radicais livres, moléculas que, em excesso, contribuem para danos às células.

Pesquisas sobre a composição do pequi reforçam o interesse científico por seus compostos bioativos. No entanto, é importante fazer uma distinção: identificar substâncias com potencial antioxidante não significa que comer o fruto, por si só, previna ou trate doenças específicas. Os benefícios dependem do conjunto da alimentação e de outros fatores relacionados ao estilo de vida.

Foto: Divulgação

Fibras e gorduras também fazem parte da composição

Outro aspecto importante está na presença de fibras alimentares. Elas participam do funcionamento intestinal e podem contribuir para a saciedade, especialmente quando fazem parte de refeições equilibradas.

O pequi também apresenta quantidade significativa de lipídios, ou seja, gorduras naturais. Por isso, apesar de seus nutrientes, o fruto tem valor energético considerável. A quantidade consumida e a forma de preparo fazem diferença no resultado nutricional da refeição.

Em receitas tradicionais, o pequi costuma aparecer acompanhado de arroz, frango, carnes e outros ingredientes. O equilíbrio entre as porções e a variedade de alimentos ajuda a aproveitar os sabores da culinária regional sem depender de um único ingrediente para obter os nutrientes necessários.

Pequi

Foto: Divulgação

Arroz com pequi é só uma das formas de consumir o fruto

Na cozinha goiana, o arroz com pequi ocupa lugar de destaque. O fruto também aparece em preparações com frango, ensopados e conservas. Além disso, sua polpa e seu óleo são utilizados em diferentes receitas e produtos.

Essa versatilidade ajuda a explicar por que o pequi ultrapassa a função de ingrediente e se tornou um símbolo cultural do Cerrado. Seu consumo também valoriza a culinária regional e os conhecimentos tradicionais associados ao uso dos frutos nativos.

Independentemente da receita escolhida, vale lembrar que o valor nutricional pode mudar conforme o preparo e os ingredientes adicionados. Assim, uma preparação com muito óleo ou acompanhamentos calóricos terá características diferentes das do fruto consumido em outra combinação.

Foto: Divulgação

Cuidado com os espinhos do caroço do pequi

Quem conhece o pequi sabe que existe uma regra importante na hora de comer: não se deve morder o caroço. Logo abaixo da polpa, o fruto possui uma camada com espinhos finos e rígidos, capazes de provocar ferimentos na boca.

O mais seguro é retirar a polpa cuidadosamente com os dentes, sem avançar até o caroço, ou utilizar talheres para separá-la. Também é importante ter atenção ao preparar o fruto e evitar que crianças pequenas manipulem ou consumam a parte espinhosa sem supervisão.

Outro cuidado envolve a quantidade. Como o pequi contém bastante gordura natural, exagerar nas porções pode aumentar significativamente o valor energético da refeição. Pessoas com necessidades alimentares específicas podem buscar orientação individualizada de um nutricionista.

No fim das contas, o pequi reúne sabor, tradição e características nutricionais que merecem atenção. Para os goianos que já apreciam o fruto, ele é mais uma oportunidade de valorizar os ingredientes do Cerrado. Para quem ainda não experimentou, a culinária regional oferece diferentes maneiras de conhecer esse símbolo de Goiás, sempre com atenção ao preparo e ao consumo seguro.

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