Cientistas descobrem nova perereca de 2 centímetros em Goiás com corpo verde e órgãos transparentes – Curta Mais

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Pesquisadores brasileiros identificaram uma nova espécie de perereca em Luziânia, no interior de Goiás. Batizado de Vitreorana micaelae, o anfíbio tem corpo predominantemente verde, mede pouco mais de dois centímetros e apresenta pele fina e transparente, que permite visualizar seus órgãos internos.

O tamanho do animal varia entre 2,2 e 2,6 centímetros. A descoberta chamou a atenção dos cientistas porque espécies do gênero Vitreorana são conhecidas principalmente em regiões da Amazônia e da Mata Atlântica. O novo registro em Goiás amplia o conhecimento sobre a diversidade de anfíbios do Cerrado.

O estudo contou com a participação de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e da Universidade Federal de Goiás (UFG). Os resultados foram publicados no início de setembro de 2026 na revista científica ZooKeys.

Como a nova espécie foi identificada

A coloração verde e a pele translúcida são algumas das características físicas da Vitreorana micaelae, mas a confirmação de que se tratava de uma espécie nova exigiu outras análises.

Os pesquisadores realizaram avaliações moleculares, morfológicas e bioacústicas. Também compararam informações genéticas e padrões de vocalização com os de outras espécies. A combinação dos resultados permitiu confirmar a identificação do anfíbio.

Onde a perereca foi encontrada

A nova espécie foi localizada em áreas de mata de galeria de Luziânia. Esse tipo de vegetação florestal acompanha rios e riachos e é comum no Cerrado, formando ambientes que abrigam diferentes espécies da fauna brasileira.

Até o momento, a Vitreorana micaelae foi registrada em apenas duas regiões do município goiano. Ainda não há informações suficientes para determinar se a população é numerosa ou reduzida.

Novas investigações deverão ajudar os pesquisadores a compreender melhor a distribuição da espécie e suas características. A descoberta acrescenta mais um registro à biodiversidade do Cerrado e reforça a importância dos estudos científicos sobre os anfíbios brasileiros.

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