Após queda de árvore condenada, presidente da Amma diz que há outras 40 com corte suspenso que podem cair

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Zilma Peixoto é presidente da Amma.

A presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente de Goiània (Amma), Zilma Peixoto, mostrou preocupação com outras 40 árvores condenadas por relatórios técnicos que, por decisão judicial, não puderam ser suprimidas. Esta é a mesma situação do exemplar de pau-jaú que caiu nesta quarta-feira (21), após chuva com fortes ventos na região do Lago das Rosas, onde o espécime ficava.

A árvore em questão caiu sobre a rede elétrica e na via pública, interrompeu o fornecimento de energia na região e danificou a estrutura de um bar. A árvore estava condenada por parecer técnico da Amma, que autorizava a substituição do exemplar em razão de problemas fitossanitários, como infestação por cupins e descolamento da casca, que indicavam comprometimento estrutural. No entanto, a remoção foi suspensa por decisão judicial após ação do pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO).

“O pior é que não é somente essa que caiu. Nós temos lá mais 40 árvores, com essa mesma preocupação”, disse em entrevista ao Diário de Goiás. “As chuvas que se aproximam vão vir ainda muito mais severas do que a gente viu no dia de ontem. Então, isso nos preocupa muito, e é um local que nós estamos acabando de fazer um processo de revitalização, danificou todo o muro, quebrou bancos novos que foram colocar, ou seja, ainda comprometem recursos públicos”, completou.

Para Peixoto, os danos causados pela queda poderiam ter sido evitados se o parecer tivesse sido acatado pela Justiça. “É um mal que poderia ter sido evitado. Os técnicos da Amma emitiram o laudo, mostraram tecnicamente que o exemplar encontrava-se num processo fitossanitário comprometido.”

A presidente da Amma alegou ainda que, na ação, não houve nenhuma contraprova apresentada, mas por “morosidade” da Justiça, o processo não foi julgado. Enquanto isso, a supressão estava proibida.

Recurso

Peixoto quer levar o caso à Procuradoria-Geral do Município (PGM), que defende os interesses da administração. Para ela, é necessário se fazer uma análise, em caráter de urgência, para evitar mais danos. “A gente está vendo o fator de emergência que a gente realmente cuidar para que outros problemas tão grandes como o que nós vivemos ontem não ocorram”, disse.

A presidente da Amma avalia ainda que o episódio comprova o rigor técnico da análise dos servidores da agência. “Não era uma análise de uma pessoa, era um grupo de técnicos fazendo análise. E eles o fazem há muitos anos. A comprovação de que o laudo está correto. A árvore não suportou uma chuva com um pouco de vento. Agora, você imagina o que pode vir com o El Niño, com ventos de até 100 km/h. É isso que nos preocupa”, reforça.


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