Adson Batista e Alejo Cruz (Foto – Atlético-GO)
O Atlético-GO foi novamente punido pela Fifa com um transfer ban, medida que impede o clube de registrar novos jogadores. A sanção foi aplicada nesta terça-feira (27), em decorrência de uma pendência financeira envolvendo o atacante uruguaio Alejo Cruz, que defendeu o Dragão nas temporadas de 2024 e 2025. É a segunda vez neste ano que o clube goiano recebe uma punição da entidade máxima do futebol relacionada ao mesmo jogador.
Desta vez, o problema envolve a cobrança de juros de 15% sobre valores de um processo anterior movido por Alejo Cruz. O Atlético Clube Goianiense havia quitado a dívida principal, conseguindo a retirada do primeiro transfer ban. No entanto, a defesa do atleta passou a reivindicar valores adicionais referentes aos juros, o que provocou a nova restrição. Por meio de sua assessoria, o clube informou que está verificando a legitimidade das cobranças antes de definir quais providências serão adotadas.
Alejo Cruz chegou ao Atlético-GO em 2024 e permaneceu até julho de 2025. Durante sua passagem pelo clube, disputou 75 partidas e marcou seis gols. Após perder espaço no elenco, deixou o Dragão em uma rescisão inicialmente tratada como amigável. Posteriormente, o uruguaio acionou o clube para cobrar pendências financeiras. Em abril deste ano, o Atlético já havia sido punido pela Fifa com a proibição de registrar jogadores por três janelas de transferências, situação que foi regularizada após o pagamento da dívida principal.
A nova punição acontece em um momento em que o clube não tem como mais realizar a contratação de jogadores, já que o prazo de incrições para o Campeonato Brasileiro já foi encerrado. O Dragão na atual edição da Série B, soma 54 pontos, apenas um atrás do CRB, sexto colocado. Restando três rodadas para o encerramento da competição, a equipe terá pela frente Fortaleza, Athletic-MG e Cuiabá. Embora a janela de transferências esteja fechada, o novo transfer ban representa mais um problema administrativo e financeiro para a diretoria comandada pelo presidente Adson Batista, que recentemente anunciou um aporte de R$ 6 milhões para regularizar salários e outras obrigações do clube.
Leia mais sobre: Atlético Clube Goianiense / Campeonato Brasileiro / Atlético Goianiense / Esportes








