Flávio e Caiado durante comício em Goiânia. (Foto: Leoiran)
O coro no comício de Flávio Bolsonaro (PL) em Goiânia – para além do tradicional “estraçalhar o PT“, versão 2026 do “fuzilar a petralhada” – foi por Ronaldo Caiado (PSD) ministro. O anúncio oficial não veio, embora nos bastidores seja dada como certa a indicação de Caiado para um ministério numa eventual vitória de Flávio, mas os acenos ficaram claros.
O senador fluminense recebeu do ex-governador de Goiás um caderno com propostas para o país – sobretudo para a segurança pública. No comício, a plateia entusiasmada gritava para Caiado: “ministro, ministro”. Daniel Vilela (MDB) fez questão de dize que o grupo não troca apoio político por cargos. Quando Flávio usou o microfone, porém, citou a manifestação popular.
Em seguida, Bolsonaro apontou concordância com Caiado ao citar seu plano de governo. “A gente concorda em 115% do que está aqui. Vou me inspirar muito na segurança pública de Goiás e de São Paulo”, disse.
Num discurso inflamado e com a plateia embevecida, o candidato do PL não mediu palavras ao anunciar uma política de encarceramento. “Vamos arregaçar com vagabundo. A gente vai construir mais de meio milhão de vagas de presídio”, destacou antes de voltar a dizer que fará castração química de estupradores e anunciar que, se eleito, reduzirá a maioridade penal.
Flávio Bolsonaro adiantou ainda que seu eventual governo quer fazer alterações na Constituição. Nas palavras dele, para “redemocratizar”.
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