Ateliê em Goiânia resgata técnica centenária de impressão e tem entrada gratuita

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Em Goiânia, um ateliê gratuito da Universidade Federal de Goiás (UFG) permite conhecer de perto uma técnica de impressão que atravessou séculos e transformou a circulação de livros, jornais e outros materiais escritos. Instalado no Campus Samambaia, o Ateliê Tipográfico reúne máquinas históricas, preserva conhecimentos das antigas oficinas gráficas e recebe visitantes mediante agendamento.

O espaço é vinculado à Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) e integra o Museu de Ciências da UFG. Seu acervo inclui impressoras, linotipos, prensas e conjuntos de tipos móveis, utilizados em diferentes etapas da produção gráfica. Durante as visitas, o público pode conhecer a história desses equipamentos e compreender como funcionava a impressão antes da chegada dos recursos digitais.

A experiência apresenta uma atividade que, durante muito tempo, dependeu de trabalho manual e de conhecimentos específicos. Para imprimir uma página, era necessário preparar a composição do texto, organizar os caracteres e ajustar os equipamentos que transferiam a tinta para o papel.

Ateliê preserva máquinas que fizeram parte da história da UFG

O Ateliê Tipográfico foi inaugurado em 4 de dezembro de 2014, mas parte de sua história começou décadas antes. Alguns dos equipamentos preservados pertenciam à antiga Imprensa Universitária da UFG e já estavam na instituição desde a década de 1960.

A criação do espaço permitiu recuperar esse maquinário e dar uma nova finalidade às peças, que passaram a ser utilizadas em atividades de ensino, pesquisa, extensão e preservação da memória gráfica.

Na inauguração, a universidade apresentou o livro Orchideas, da escritora goiana Leodegária de Jesus, produzido tipograficamente com equipamentos recuperados. A publicação marcou a retomada de uma técnica que havia perdido espaço com a modernização dos processos de impressão.

Atualmente, o acervo conta com sete impressoras Minerva, dois linotipos, uma prensa manual, equipamentos de provas e gaveteiros com caracteres utilizados na composição de textos.

As impressoras Minerva eram empregadas principalmente em trabalhos gráficos de menor formato, como cartões, capas e cartazes. Já os linotipos representaram uma mudança importante na produção de textos impressos, pois permitiam compor linhas inteiras de caracteres por meio de um sistema mecanizado.

A reunião dessas máquinas em um mesmo ambiente permite observar diferentes fases da evolução da impressão, desde procedimentos manuais até processos que antecederam a produção gráfica digital.

Visitantes podem descobrir como funcionava a impressão artesanal

Uma das principais atrações do ateliê é a possibilidade de conhecer o funcionamento dos equipamentos e os princípios da composição tipográfica.

Na técnica tradicional com tipos móveis, cada letra é representada por uma peça individual. Os caracteres são organizados para formar palavras, linhas e páginas, que posteriormente podem ser reproduzidas em papel.

O procedimento exige atenção a detalhes como espaçamento, alinhamento e disposição dos elementos. Diferentemente da impressão digital, em que essas etapas são realizadas por programas de computador, a composição tradicional envolve a preparação física do material.

Segundo a UFG, as atividades de extensão do ateliê permitem que visitantes externos conheçam a história da imprensa, observem demonstrações e tenham contato com a composição tipográfica.

Ateliê Tipográfico da UFG preserva equipamentos históricos e recebe visitantes gratuitamente no Campus Samambaia, em Goiânia. Foto: Divulgação/UFG

A universidade também já realizou atividades práticas com tipos móveis em programações especiais. A participação nessas experiências, entretanto, depende das atividades oferecidas em cada visita e deve ser consultada no momento do agendamento.

Além de receber o público, o ateliê é utilizado em atividades acadêmicas relacionadas à comunicação, às artes e à preservação de acervos. O espaço permite que estudantes conheçam técnicas que ajudaram a construir a história da produção editorial.

Espaço integra roteiro de passeios culturais em Goiânia

O Ateliê Tipográfico faz parte do Museu de Ciências da UFG, iniciativa que reúne diferentes espaços universitários dedicados à divulgação do conhecimento e à aproximação entre a universidade e a comunidade.

Embora esteja localizado dentro de um campus universitário, a visitação não é restrita aos estudantes. Pessoas interessadas em história, comunicação, literatura, artes gráficas e processos de impressão também podem solicitar uma visita.

A proposta se soma a outras opções de passeios culturais na capital. O Curta Mais já reuniu diferentes espaços para quem deseja conhecer a história e a produção artística da cidade em um guia de museus em Goiânia.

No caso do ateliê, o diferencial está no contato com máquinas que representam etapas importantes da história da comunicação impressa. O visitante encontra não apenas equipamentos preservados, mas também explicações sobre os conhecimentos necessários para utilizá-los.

Ateliê Tipográfico da UFG preserva equipamentos históricos e recebe visitantes gratuitamente no Campus Samambaia, em Goiânia. Foto: Divulgação/UFG

Ateliê Tipográfico da UFG preserva equipamentos históricos e recebe visitantes gratuitamente no Campus Samambaia, em Goiânia. Foto: Divulgação/UFG

A manutenção do acervo contribui para conservar uma parte da memória da própria universidade, já que muitos dos equipamentos fizeram parte da antiga estrutura de produção gráfica da instituição.

Como visitar o Ateliê Tipográfico da UFG

O Ateliê Tipográfico funciona na Faculdade de Informação e Comunicação, no Campus Samambaia da UFG, em Goiânia.

A entrada é gratuita, mas as visitas precisam ser agendadas antecipadamente. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h, conforme as informações oficiais da universidade.

O agendamento é feito por meio de formulário disponibilizado pelo Museu de Ciências da UFG. Também é possível entrar em contato por e-mail para esclarecer dúvidas sobre a visitação.

Antes de comparecer, é importante confirmar o agendamento, já que a divulgação do horário de funcionamento não significa que o espaço receba visitantes sem marcação prévia.

Serviço

Ateliê Tipográfico da UFG

Local: Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), Campus Samambaia, Goiânia (GO)

Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h

Entrada: gratuita

Visitação: mediante agendamento prévio

Contato: [email protected]

Agendamento: Página oficial do Ateliê Tipográfico da UFG

Informações de funcionamento, gratuidade e contato confirmadas no Museu de Ciências da UFG, cuja página de contatos foi atualizada em 1º de outubro de 2026.

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