Em disputa acirrada pelas duas vagas no Senado Federal por Goiás, o deputado federal e candidato ao cargo, Dr. Zacharias Calil, (MDB) não considera que a disputa gerou crise nas candidaturas de base. Concorrendo junto de Gracinha Caiado (UB) e Gustavo Gayer (PL), Calil quase foi tirado da disputa antes da homologação das candidaturas por conta das escolhas dos partidos, mas teve o espaço no MDB garantido por Daniel Vilela (MDB).
Em entrevista ao quadro Manhã Bandeirantes & Opinião em Debate, na Rádio Bandeirantes, nesta quinta-feira (10), ele relatou que antes do fechamento das alianças partidárias, chegou a ficar sem espaço para concorrer ao pleito. Gustavo Gayer seria o candidato de Caiado, por um acordo fechado com Flávio Bolsonaro (PL), além de Gracinha, também candidata da base. “Eu não tinha espaço. Houve essa possibilidade de eu ir pro PL ou pro PSDB. E aí, nesse intervalo, o próprio Daniel me chamou”, contou Zacharias Calil.
Segundo Calil, houve conversas também com Wilder Morais (PL) e Marconi Perillo (PSDB) em busca de alternativas e definições.”Acabou que o Flávio (Flávio Bolsonaro) rompeu o acordo com o Caiado, então ficou naquela situação de o Wilder ser o candidato ao governo e o Gayer voltaria ao Senado pelo PL. Tive até uma conversa com o Valdemar (Costa Neto) no dia que a Ana Paula (Rezende) foi indicada à vice”, completou.
Apesar da disputa de espaço na direita em Goiás, Calil afirma que “nunca teve problema”, e mesmo tendo sido convidado inicialmente para concorrer ao cargo pelo próprio ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), ambos “ficaram na paz”. “Eu vi naquele momento a parte política dele, mas tudo bem. Deixei pra lá, desapeguei e estou aliviado”, pontuou.
Empate técnico no segundo voto
Na corrida ao Senado, além de Zacharias Calil, Goiás possui outros quatro candidatos de centro-direita com nomes de peso: Gracinha Caiado (UB), que desponta como uma das principais forças governistas da base; Gustavo Gayer (PL), um dos principais expoentes da ala bolsonarista e da direita conservadora no estado; Vanderlan Cardoso (PSD), que concorre à reeleição representando uma vertente ligada ao centro-direita e ao eleitorado evangélico/empresarial; e Gustavo Mendanha (PRD), que também atua no campo da centro-direita, alinhado politicamente ao grupo governista estadual.
Mesmo com o aperto, Calil aparece numericamente à frente, com 20,1% para a segunda vaga ao Senado. De acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Goiás Pesquisas, sob encomenda e divulgação do portal Mais Goiás, divulgado na última terça-feira (8), o candidato ligado ao governador Daniel Vilela se encontra em empate técnico com Gracinha (19%), dentro da margem de erro.
Já no primeiro voto, Gracinha lidera de forma isolada, com 27%. Seguida por Gustavo Gayer com 24,2% e Zacharias Calil com 14,5%. Na soma das intenções de voto da primeira e da segunda opções dos eleitores, Gracinha acumula 46%, enquanto Zacharias permanece com 34,6%, 11,4 pontos percentuais atrás da líder.
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