Paulo Rogério Pinheiro – Presidente do Conselho Goiás EC (Foto – Rosiron Rodrigues)
O presidente do Conselho Deliberativo do Goiás Esporte Clube, Paulo Rogério Pinheiro, rebateu críticas da torcida e procurou se afastar da responsabilidade pela crise financeira e esportiva enfrentada pelo clube na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro. Em entrevista ao jornal O Popular, o dirigente afirmou que não participou da gestão do futebol ao longo de 2026, comentou os atrasos salariais e prometeu apresentar respostas sobre a situação do Goiás no dia 3 de dezembro.
Paulo Rogério foi enfático ao negar participação nas decisões do departamento de futebol e afirmou que sua atuação esteve concentrada na tentativa de solucionar problemas financeiros. “Não fui a nenhum treino este ano, não participei de nada no futebol. Coloque apenas o Michel Alves na minha conta. Só fui apagar incêndio de dinheiro no executivo contra a minha vontade. E eu sou o único xingado”, declarou. O dirigente acrescentou que pretende esclarecer os questionamentos sobre sua participação na administração: “Dia 3 de dezembro darei minhas respostas a tudo”.
A situação financeira do Goiás é delicada. O clube acumula dois meses de salários atrasados, dois meses de direitos de imagem e cinco premiações pendentes aos jogadores, além de valores devidos à comissão técnica e aos diretores. Apesar das dificuldades, Paulo Rogério Pinheiro trabalha com a expectativa de que os pagamentos sejam regularizados ainda nesta semana, o que poderia trazer mais tranquilidade ao elenco para a sequência da Série B.
Ao comentar os problemas administrativos enfrentados pelo Goiás nos últimos anos, o presidente do Conselho Deliberativo voltou a se isentar de responsabilidade e direcionou as cobranças a quem participou da escolha da diretoria. “Sobre o que aconteceu nestes três anos, quem tem de falar é quem colocou esta diretoria lá. Todos sabem quem colocou essa diretoria lá, mas não têm coragem de dizer. Dessa eu estou fora”, afirmou. Na mesma declaração, Paulo Rogério explicou a situação do atual presidente executivo, Munir Calixto Júnior, que assumiu após a renúncia de Aroldo Guidão Filho: “Assumiu para tapar o buraco até o fim do ano”.
As manifestações acontecem em meio à insatisfação da torcida com o desempenho do Goiás, que ainda alimenta chances de acesso, mas apresenta a pior campanha entre os três representantes goianos na Série B do Campeonato Brasileiro. O Vila Nova lidera, com 62 pontos, o Atlético-GO ocupa a sexta colocação, com 54, e o Goiás aparece em nono, com 49.
Com quatro rodadas restantes, o Goiás precisa de uma reação na reta final da competição para continuar sonhando com uma vaga nos playoffs de acesso à Série A. A equipe comandada por Mozart Santos soma 14 vitórias, sete empates e 13 derrotas em 34 partidas e depende também de tropeços dos concorrentes diretos.
Leia mais sobre: Campeonato Brasileiro / Goiás Esporte Clube / Paulo Rogério Pinheiro / Esportes / Goiás Esporte Clube









