Goiás reúne mais de 100 pontos de saúde mental; veja onde buscar ajuda – Curta Mais

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Buscar atendimento para saúde mental nem sempre significa ir diretamente a um hospital. Em Goiás, o SUS mantém uma rede com diferentes portas de entrada, que variam conforme a situação enfrentada pelo paciente.

Atualmente, o estado conta com 101 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de Unidades Básicas de Saúde (UBS), unidades de acolhimento, Serviços Residenciais Terapêuticos, leitos de saúde mental em hospitais gerais, UPAs, pronto-socorros e Samu.

A estrutura faz parte da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O objetivo é oferecer atendimento de acordo com a intensidade e a natureza da necessidade. Assim, uma pessoa que apresenta sofrimento emocional persistente pode seguir um caminho diferente de quem está passando por uma crise grave.

Durante o Setembro Amarelo, a Secretaria de Estado da Saúde reforça a importância de conhecer esses serviços. No entanto, a rede permanece disponível durante todo o ano.

UBS é uma das primeiras portas de entrada

Para quem percebe que ansiedade, alterações de humor ou sofrimento emocional começaram a interferir na rotina, a Unidade Básica de Saúde pode ser o primeiro lugar para procurar atendimento.

A equipe da UBS realiza o acolhimento inicial e avalia a necessidade de acompanhamento na própria unidade. Quando necessário, também pode encaminhar o paciente para um serviço especializado.

Além disso, a atenção básica não funciona apenas como caminho para conseguir uma consulta ou encaminhamento. Ela integra a própria Rede de Atenção Psicossocial e participa de ações de prevenção, tratamento, reabilitação e redução de danos.

Por isso, não é necessário esperar que o sofrimento se transforme em uma crise para procurar ajuda.

CAPS pode receber paciente sem encaminhamento

Em situações de sofrimento psíquico intenso, o paciente também pode procurar diretamente um CAPS.

Os Centros de Atenção Psicossocial funcionam em regime de porta aberta. Dessa forma, não é obrigatório ter um encaminhamento médico para buscar o primeiro acolhimento.

Na unidade, uma equipe avalia as necessidades apresentadas e define o caminho de cuidado. O acompanhamento pode envolver psicólogos, médicos, enfermeiros, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais.

Além das consultas, os CAPS podem oferecer grupos terapêuticos, atividades individuais e coletivas, ações culturais, apoio às famílias e acompanhamento para reinserção na vida comunitária.

Existem diferentes tipos de CAPS

Nem todos os CAPS oferecem exatamente o mesmo serviço. A modalidade depende das características da região e do público atendido.

O CAPS I atende pessoas de diferentes idades em sofrimento psíquico intenso. O CAPS II amplia esse atendimento em cidades maiores. Já o CAPS III funciona 24 horas e pode oferecer acolhimento noturno.

Para crianças e adolescentes, existe o CAPSi. Também há os CAPSad, destinados a pessoas que apresentam necessidades relacionadas ao uso prejudicial de álcool e outras drogas. O CAPSad III também funciona 24 horas.

Por isso, encontrar simplesmente um CAPS no mapa não significa necessariamente que aquela seja a unidade adequada. Quem tiver dúvida pode começar pela UBS mais próxima ou procurar a Secretaria Municipal de Saúde.

Em uma crise grave, procure atendimento de emergência

Quando existe risco imediato à integridade da própria pessoa ou de terceiros, a situação exige outro tipo de resposta.

Nesses casos, a orientação é procurar uma UPA ou pronto-socorro. Também é possível acionar o Samu pelo número 192.

Esses serviços fazem parte da Rede de Atenção Psicossocial e também atendem emergências relacionadas à saúde mental e ao uso de álcool e outras drogas.

Portanto, uma pessoa em crise não precisa esperar por uma consulta ambulatorial ou por uma vaga de acompanhamento regular.

CVV oferece apoio emocional gratuitamente

Outra opção disponível é o Centro de Valorização da Vida (CVV), que atende pelo telefone 188, gratuitamente e durante 24 horas.

O serviço oferece apoio emocional para pessoas que precisam conversar ou estão atravessando um momento de sofrimento.

saúde

No entanto, existe uma diferença importante. O CVV não substitui uma UPA, um pronto-socorro ou o Samu em situações de risco imediato. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento de emergência.

Rede também oferece acolhimento e moradia

A estrutura de saúde mental em Goiás vai além dos atendimentos em UBS e CAPS.

Os Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT) são moradias inseridas na comunidade. Eles atendem principalmente pessoas que passaram por internações psiquiátricas de longa permanência e não possuem suporte familiar ou social suficiente para voltar a morar de forma independente.

Já as Unidades de Acolhimento oferecem proteção e cuidado temporário a pessoas em situação de vulnerabilidade. O serviço funciona de forma articulada aos CAPS.

Atualmente, Goiás possui uma Unidade de Acolhimento para adultos e duas unidades voltadas ao público infantojuvenil.

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Além disso, a rede estadual conta com 66 leitos de saúde mental em hospitais gerais, destinados principalmente a casos graves ou crises agudas que exigem internação.

Goiás tem 101 CAPS distribuídos pelo estado

A rede de saúde mental chega às cinco macrorregiões de Goiás: Centro-Oeste, Centro-Sudeste, Centro-Norte, Nordeste e Sudoeste.

Juntas, essas regiões abrangem os 246 municípios goianos. Entretanto, isso não significa que todas as cidades tenham todos os tipos de serviço.

Em municípios menores, por exemplo, a atenção básica pode funcionar como principal porta de entrada. Quando existe necessidade de atendimento especializado, o paciente pode ser encaminhado para um serviço regionalizado.

Por isso, conhecer a rede também ajuda a evitar uma dúvida comum: não é preciso saber previamente qual diagnóstico a pessoa tem para procurar ajuda. A avaliação inicial serve justamente para entender a necessidade e indicar o cuidado adequado.

Setembro Amarelo reforça importância da prevenção

Os dados ajudam a dimensionar a importância do acesso ao atendimento. Segundo dados do Ministério da Saúde citados no levantamento, a taxa padronizada de mortalidade por suicídio em Goiás passou de 5,56 mortes por 100 mil habitantes, em 2010, para 9,43, em 2021.

Entre 2019 e 2023, Goiás registrou 3.252 mortes por suicídio. Em 2022, foram 712 óbitos. Em 2023, outros 711.

O levantamento também identificou 5.814 notificações de violência autoprovocada em 2022. Esse grupo inclui diferentes situações de autoagressão e tentativas de suicídio.

Os números, porém, não apontam para uma única causa. O suicídio é um fenômeno complexo e multicausal, que pode envolver fatores individuais, sociais, econômicos, familiares e relacionados à saúde.

Por isso, a orientação é não esperar uma situação chegar ao limite para procurar atendimento.

Onde buscar ajuda em Goiás

UBS: indicada como uma das principais portas de entrada para quem apresenta sofrimento emocional que começa a afetar a rotina.

CAPS: atende casos que necessitam de cuidado especializado em saúde mental. O primeiro acolhimento pode ser buscado diretamente, sem encaminhamento médico.

UPA ou pronto-socorro: indicados em situações de crise grave ou risco imediato.

Samu: telefone 192 para situações de emergência.

CVV: telefone 188, gratuitamente, 24 horas por dia, para apoio emocional.

Para descobrir qual unidade atende determinada região, o usuário pode procurar a UBS mais próxima ou a Secretaria Municipal de Saúde.

O mais importante é não esperar uma crise para pedir ajuda. A rede pública possui diferentes caminhos, e o primeiro passo pode ser simplesmente procurar um serviço e explicar o que está acontecendo.

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