O embate entre Márcio Corrêa (PL) e Wilder Morais (PL) tem cada vez mais distanciado os dois políticos num momento-chave da campanha eleitoral. No fim de semana, ela ganhou mais capítulos recheados de adjetivos. O candidato a governador pelo PL, numa sabatina promovida pelo Mais Goiás, referiu-se ao prefeito de Anápolis como “sabor direita”, em mais uma exposição da insatisfação com o apoio de Corrêa a Daniel Vilela (MDB).
Mais tarde, num vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito rebateu o senador com críticas ácidas. “O senhor tem sabor (Alexandre) Moraes, sabor Messias, sabor rabo preso e sabor derrota”, disparou.
A citação de Moraes refere-se à ocasião em que Wilder, em 2017, organizou uma reunião no seu iate, no Lago Paranoá, em 2017, para receber o hoje ministro, que fora então indicado pelo presidente Michel Temer a ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, dezenas de senadores estiveram presentes para ouvir Moraes, hoje alvo dos bolsonaristas.
Ademais, Corrêa lembrou a ausência de Wilder na votação que rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF. Nos bastidores, diz-se que o senador não participou da sessão depois de receber o contato de um empresário ligado ao PT para que ele, pelo menos, se abstivesse.
Corrêa ainda destacou o fato de Wilder Morais ocupar os espaços de campanha para lhe atacar ao invés de apresentar seu projeto aos goianos. “Nem candidato eu sou, mas o senhor está gastando dinheiro de fundo partidário para impulsionar ataques contra mim”, respondeu.
Comitê da provocação
No domingo (6), Márcio Corrêa, ao lado de Gustavo Gayer (PL) e Major Vitor Hugo (PL), inaugurou um comitê de campanha que distribui material para a dupla, candidatos ao Senado e à Câmara Federal, e para o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) em Anápolis.
Nos discursos, eles fizeram questão de destacar que este é o único comitê para Bolsonaro em Goiás, numa clara mensagem a Wilder, que não foi convidado ao evento e não terá material distribuído no local.
MDB abre portas
O presidente regional do MDB, Haroldo Naves, disse no fim de semana, ao ser indagado sobre o tema pelo site Folha Z, que “Márcio será muito bem-vindo”, caso queira voltar, e completou: “Tem história no MDB”.
Corrêa se filiou ao PL em abril de 2024, depois de construir toda sua trajetória política no MDB de Daniel Vilela. Analistas tratam o movimento como um dos fundamentos da vitória eleitoral em Anápolis, cidade com posicionamento majoritariamente alinhado ao bolsonarismo.
Leia mais sobre: Márcio Corrêa / Wilder Morais / Política









