O Santos quitou, nesta terça-feira, três dívidas que provocaram transfer bans impostos pela Fifa. Os débitos somavam cerca de R$ 946 mil e estavam relacionados ao mecanismo de solidariedade nas negociações de jogadores.
As pendências envolviam o zagueiro João Basso, o meia Benjamín Rollheiser e o atacante Álvaro Barreal. Em um dos casos, o clube devia US$ 55 mil, aproximadamente R$ 275 mil. Nos outros dois, os valores somavam 120 mil euros, cerca de R$ 671 mil.
Apesar dos pagamentos, o Santos ainda enfrenta quatro transfer bans ativos. As punições estão relacionadas a dívidas com o técnico português Pedro Caixinha e seus auxiliares José Pratas, Pedro Malta e José Belman.
O Santos precisa pagar R$ 10,7 milhões a Pedro Caixinha, além dos juros que incidem sobre o valor. As outras três cobranças envolvem os profissionais que integraram a comissão técnica do treinador português.
Enquanto tenta resolver essas pendências, o clube também enfrenta o risco de uma nova punição relacionada ao atacante Yusupha Njie.
A Corte Arbitral do Esporte (CAS/TAS) confirmou a condenação do Santos em uma disputa com o Al-Markhiya, do Catar. O caso envolve o empréstimo de Yusupha Njie, realizado no segundo semestre de 2024. A decisão foi publicada na última segunda-feira no site da corte.
O atacante, que defende a seleção de Gâmbia, chegou ao Santos por empréstimo e permaneceu no clube durante quatro meses. Nesse período, porém, não entrou em campo.
O Al-Markhiya cobrava 350 mil euros, cerca de R$ 1,9 milhão, pelo acordo. O empréstimo previa a permanência do jogador no Santos até junho de 2025. No entanto, o clube brasileiro encerrou o vínculo no fim de 2024 e devolveu o atleta à equipe catari.
Santos alegou dificuldades financeiras
Durante o processo, o Santos reconheceu a dívida e alegou dificuldades financeiras para cumprir o acordo. O clube também pediu um desconto de 5% referente ao mecanismo de solidariedade da Fifa.
Outra solicitação envolvia a multa contratual. O Santos pediu a redução da penalidade de 10% para 5%, sob o argumento de que o percentual original excedia os padrões adotados em contratos internacionais.
A Corte Arbitral do Esporte acolheu parcialmente os argumentos do clube brasileiro. O valor da dívida caiu de 350 mil euros para 332,5 mil euros, aproximadamente R$ 1,8 milhão, após o reconhecimento do desconto referente ao mecanismo de solidariedade.
As multas, porém, foram mantidas. Com isso, o Santos segue pressionado por pendências financeiras e precisa resolver as cobranças em aberto para evitar novas restrições no mercado de transferências.
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