Terminal no Centro é o único do sistema hoje. (Foto: Contexto)
O plano de recuperação do Sistema de Transporte Coletivo de Anápolis (STPA) inclui a construção de sete novos microterminais espalhados pela cidade. A ideia, claro, é descentralizar uma operação que hoje faz todos os passageiros passarem pelo Centro, mesmo que a viagem seja entre bairros que estão próximos.
A projeção da Secretaria de Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente, em conjunto com a Agência Reguladora do Município (ARM), que fiscaliza o contrato com a Urban, é construir estas novas estruturas na Grande Jaiara, no Jardim das Américas, no Parque Brasília, no Setor Aeroporto, no Daia, e no Parque das Nações. Destarte, ficariam contempladas todas as grandes regiões de Anápolis numa remodelação do STPA.
A administração prevê cerca de R$ 20 milhões em investimento para a construção dos novos terminais – que somam ao da região Central. Os recursos são oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, dentro do eixo mobilidade. O PAC Mobilidade garantiu R$ 183 milhões a Anápolis, e o corpo técnico do município ainda vai apresentar projetos ao Ministério das Cidades para garantir os recursos.
Ao Jornal Opção, o secretário Thiago de Sá diz que a prefeitura já avalia áreas para receber os microterminais em cada uma das macrorregiões definidas. Depois, passa-se à fase eventual de desapropriação dos terenos – caso sejam de propriedade privada – e de elaboração dos projetos executivos. Para esta fase, a administração dá prazo até o fim do ano, inclusive com andamento dos projetos licitatórios. A ideia é ter obras já no ano que vem.
Pacote
Dentro do projeto de mobilidade, a gestão de Márcio Corrêa quer, a partir da construção de novos terminais, reformular as linhas para garantir um transporte coletivo mais ágil para os usuários.
Também está na lista a construção de novos abrigos e recuperação da pavimentação nos corredores de ônibus. A prefeitura ainda espera, com financiamento garantido pelo governo federal, renovar a envelhecida frota da Urban, concessionária que há anos denuncia um descalabro financeiro oriundo do descompasso entre receita e custo operacional.
A prefeitura também quer construir cerca de 200 quilômetros de ciclovias num projeto amplo, dividido em etapas. O primeiro deles deve implantar 50 quilômetros, com prioridade aos corredores de deslocamento mais importantes. Para isto, o município terá cerca de R$ 135 milhões também oriundos de programas federais.
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