“Sou a favor de rediscutir o Pacto Federativo”, defende Gustavo Mendanha sobre emendas impositivas

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Gustavo Mendanha concedeu entrevista à Rádio Bandeirantes. Foto: Altair Tavares

O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia e candidato ao Senado Federal, Gustavo Mendanha (PRD), defendeu a rediscussão do Pacto Federativo. Em entrevista ao quadro Manhã Bandeirantes & Opinião em Debate, na Rádio Bandeirantes, nesta segunda-feira (7), o candidato afirmou que é a favor de aumentar o repasse de recursos aos municípios e reduzir o valor das emendas impositivas.

Questionado pelos jornalistas Altair Tavares e Vassil Oliveira, Mendanha criticou o modelo atual, em que os municípios dependem de emendas para acessar recursos básicos. Segundo ele, o Executivo Municipal deveria ter mais autonomia para definir prioridades.

“Sou a favor de rediscutir o Pacto Federativo. Acho que nós teríamos que aumentar o repasse para os municípios e reduzir o valor das emendas. Quando prefeito de Aparecida, o que mais me machucava enquanto prefeito, não pelas pessoas me procurarem, mas por não conseguir atender dentro daquilo que seria algo normal. Seria muito importante para o Brasil se os prefeitos, se os líderes não precisassem estar em Brasília todos os dias pedindo recursos. Eu acho que isso deveria ser o natural”, defendeu Gustavo Mendanha.

A opinião do ex-prefeito converge com a proposta do candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD), que propõe cortar R$ 100 bilhões no Orçamento, sendo que metade (R$ 50 bilhões) viria diretamente das emendas impositivas. “Sou a favor, sim, de reduzir o valor das emendas para que o recurso chegue nos municípios. Claro, com transparência, com tudo aquilo que os órgãos de controle têm para poder fiscalizar”, destacou o candidato ao Senado.

E justificou o posicionamento: “Quem, de fato, governa, quem executa, é o Poder Executivo. E, muitas das vezes, o Legislativo apresenta propostas que não estão dentro daquilo que você entende que tem que ser realizado. Quem tem que, de fato, saber aquilo que é importante é o prefeito, os vereadores, e quem mora na cidade. Cada cidade tem a sua realidade”, ressaltou.

Mendanha deixou claro que não é contra as emendas, mas acredita que deve haver um parâmetro para indicação dos repasses. “Daqui a pouco vamos ter que avançar para um parlamentarismo. Daqui a pouco você não vai ter mais recurso para o presidente ou para o governador governar. E aí você não tem mais um sistema que está sadio e equilibrado. Eu não sou contra a emenda, mas eu acho que nós temos que ter parâmetro.E, principalmente, eu acho que nós temos que atender aquilo que é prioridade, necessidade, carência de cada cidade, de cada região”, pontuou.

Demais pontos e propostas ao Senado

Com a candidatura ao Senado firmada como um compromisso feito com Daniel Vilela (MDB), candidato ao Governo do Estado, e com Ronaldo Caiado quando aderiu à base, em 2023, Mendanha vê o Senado como um lugar para encontrar soluções para problemas municipais e estaduais.

O candidato ao Senado baseia essa visão em sua experiência como prefeito, priorizando investimentos em áreas essenciais como a Saúde. De acordo com ele, é mais que necessária a revisão da Tabela SUS, já defasada, e o fortalecimento da regionalização da Saúde com mais recursos para garantir atendimento de qualidade em todos os municípios.

Mendanha ainda declarou ser à favor da aprovação da escala 5×2 na jornada de trabalho, no entanto, teme que a nova legislação trabalhista possa levar à falência de pequenas empresas e ao aumento do desemprego, devido a possíveis impactos econômicos. Além disso, defendeu a redução seletiva da maioridade penal e afirmou que apoia o impeachment de qualquer ministro que cometa um crime, declarando ser a favor também de um mandato fixo de 12 anos, de modo a “equilibrar os poderes”.

Segundo ele, independente de quem vença nas urnas, seja Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL), manterá uma relação institucional em prol de Goiás, cobrando, fiscalizando e reivindicando recursos e benefícios para o estado.

Sonha com a vitória de Daniel Vilela no primeiro turno para evitar as incertezas de um segundo turno.
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Relação com o Governo Federal:
Manterá uma relação institucional em prol de Goiás, cobrando, fiscalizando e reivindicando recursos e benefícios para o estado, independentemente de quem for o presidente (mencionando Flávio ou Lula).


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