TSE verifica integridade de sistemas eleitorais e emite zerésima antes do 1º turno

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TSE realizou neste sábado (3) a verificação da integridade e autenticidade dos sistemas eleitorais antes do primeiro turno das Eleições 2026. Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou neste sábado (3), véspera do primeiro turno das Eleições 2026, a Cerimônia de Verificação da Integridade e Autenticidade dos Sistemas Eleitorais. O procedimento teve como objetivo confirmar que os sistemas instalados no Tribunal são os mesmos que passaram por inspeção das entidades fiscalizadoras, foram assinados digitalmente e lacrados em setembro.

Durante a cerimônia, foram conferidos quatro sistemas utilizados nas diferentes etapas de transmissão, recebimento e totalização dos resultados: o Transportador Web, o Receptor de Arquivos de Urna (RecArquivos), o Informação de Arquivos de Urna (InfoArquivos) e o Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot).

A verificação é feita por meio das assinaturas digitais e dos chamados hashes, que funcionam como uma espécie de identificação única dos arquivos. Segundo o TSE, qualquer alteração, mesmo mínima, em um arquivo faria com que o resumo digital deixasse de coincidir com o registrado anteriormente. A conferência dos quatro sistemas foi concluída com sucesso.

Códigos-fonte foram fiscalizados

Os códigos-fonte dos sistemas eleitorais ficaram disponíveis para inspeção desde 2 de outubro de 2025, permitindo que entidades fiscalizadoras acompanhassem e analisassem os programas utilizados no processo eleitoral. A etapa foi encerrada em 4 de setembro de 2026, quando os sistemas foram assinados digitalmente e lacrados.

Na cerimônia de lacração, foram gerados os resumos digitais dos sistemas e as mídias com os programas foram acondicionadas em envelopes lacrados e armazenadas na sala-cofre do TSE. O procedimento permite comparar posteriormente os sistemas utilizados na eleição com as versões que passaram pela fiscalização.

TSE emite zerésima da eleição presidencial

Após a conferência dos sistemas, o TSE emitiu a zerésima do Banco de Dados de Totalização. O documento comprova que, naquele momento, não havia votos registrados para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

A zerésima é um relatório emitido antes do início da votação para demonstrar que o banco de dados utilizado para a totalização está sem votos registrados previamente. Procedimento semelhante será realizado pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para os cargos de governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

Já neste domingo (4), antes do início da votação, cada urna eletrônica instalada nas seções eleitorais também emitirá sua própria zerésima. O documento servirá para comprovar que não existem votos registrados previamente naquela urna.

A impressão ocorre antes que os eleitores comecem a votar e integra os mecanismos de transparência e auditoria adotados pela Justiça Eleitoral.

Totalização começa após o encerramento da votação

A votação do primeiro turno das Eleições 2026 ocorre neste domingo (4). Depois do encerramento das seções eleitorais, os dados produzidos pelas urnas serão transmitidos para os sistemas responsáveis pelo recebimento e pela totalização dos resultados.

Segundo o TSE, a totalização terá início imediatamente após a finalização da votação e deverá ser concluída ainda durante a noite.

Teste de Integridade terá novidade em 2026

Outra novidade das Eleições 2026 será a realização, pela primeira vez, de parte do Teste de Integridade nas dependências do próprio TSE. Duas urnas eletrônicas do Distrito Federal serão submetidas ao procedimento neste domingo, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).

O Teste de Integridade consiste em uma votação simulada. Durante o procedimento, votos previamente registrados são inseridos nas urnas e, posteriormente, os resultados produzidos pelos equipamentos são comparados com os votos que foram efetivamente inseridos.

A finalidade é verificar se o resultado apresentado pela urna corresponde aos votos utilizados na simulação. O teste é realizado pela Justiça Eleitoral desde 2002.

Segurança envolve diferentes etapas

O TSE afirma que o processo eleitoral conta com diferentes mecanismos de proteção tanto na gravação dos votos pelas urnas quanto na transmissão dos arquivos para os sistemas de totalização.

Entre esses mecanismos está a assinatura digital dos arquivos produzidos e transferidos pelas urnas. Após o recebimento, as assinaturas são recuperadas e verificadas para confirmar a autenticidade dos arquivos.

A combinação entre inspeção dos códigos-fonte, assinatura digital, geração de hashes, lacração dos sistemas, emissão das zerésimas e testes de integridade compõe as etapas de auditoria e fiscalização previstas para as Eleições 2026.


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