Vasco entra na Justiça para jogar contra Boca Juniors no Maracanã

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O Vasco entrou na Justiça nesta quinta-feira para tentar disputar contra o Boca Juniors, no Maracanã, a partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana.

O clube apresentou um pedido de tutela de urgência contra a Fla-Flu Serviços S.A., administradora do estádio. A ação foi encaminhada à 2ª Vara Cível da Comarca da Capital.

A iniciativa ocorreu após o Consórcio do Maracanã negar o pedido formal do Vasco para utilizar o estádio. O clube comunicou a decisão na última segunda-feira.

A gestão do Maracanã justificou a negativa com base nas condições do gramado e na sequência de partidas previstas para o estádio.

Vasco cita exigência da Conmebol

Na ação, o Vasco afirma que a escolha pelo Maracanã não representa apenas uma preferência esportiva ou comercial.

Segundo o clube, São Januário não pode receber a partida porque o regulamento da Conmebol exige capacidade mínima de 30 mil espectadores para jogos a partir das semifinais da Copa Sul-Americana.

“São Januário não pode ser utilizado para a partida em questão porque o Manual de Clubes da Copa Sudamericana editado pela CONMEBOL estabelece capacidade mínima de 30 mil espectadores para os estádios que sediam partidas a partir das semifinais.”

O Vasco também argumenta que precisa indicar um estádio no Rio de Janeiro que cumpra as exigências da competição.

“A busca pelo Maracanã, portanto, não decorre de mera preferência do VASCO por um estádio de maior capacidade, mas da necessidade de indicar uma praça esportiva que cumpra as exigências da competição.”

Clube questiona intervalo entre jogos

O Vasco também afirma que Flamengo e Fluminense já disputaram partidas no Maracanã com intervalos menores do que o previsto para o confronto contra o Boca Juniors.

O estádio receberá Flamengo e Estudiantes dois dias após a partida entre Vasco e Boca Juniors. O duelo pela Libertadores está marcado para 22 de outubro, às 21h30.

Na ação, o Vasco ainda sustenta que a realização do jogo no Maracanã envolve questões relacionadas à segurança pública.

“A realização da partida no Maracanã não corresponde apenas a uma preferência esportiva ou comercial do Clube, mas encontra respaldo em avaliação formulada sob a perspectiva específica da segurança pública.”

A gestão do estádio, liderada por Flamengo e Fluminense, recusou pela terceira vez neste ano um pedido do Vasco para utilizar o Maracanã.

As outras negativas ocorreram antes dos jogos contra Vitória e Palmeiras, pela Copa do Brasil. O consórcio apontou o desgaste do gramado e a quantidade de partidas como justificativas.

Vasco aponta desvantagem no Nilton Santos

O Vasco também questiona a possibilidade de disputar a partida no Estádio Nilton Santos, outra arena de maior capacidade no Rio de Janeiro.

O clube argumenta que o estádio possui gramado sintético, enquanto São Januário e Maracanã contam com gramado natural.

Segundo o Vasco, a equipe ainda não disputou nenhuma partida da Copa Sul-Americana em campo sintético. Por isso, a mudança poderia gerar uma desvantagem esportiva.

“A eventual realização da partida no Estádio Nilton Santos imporia ao clube mandante inequívoca desvantagem esportiva.”

O clube afirma ainda que a mudança exigiria adaptação a condições de jogo diferentes das encontradas durante a competição.

Conmebol aguarda definição do estádio

A Conmebol espera uma definição sobre o estádio da partida até o início de outubro. Pelo regulamento, o clube precisa definir a arena do confronto com pelo menos dez dias de antecedência.

A semifinal começará na Bombonera, em Buenos Aires, no dia 13 de outubro. O jogo de volta será disputado no Rio de Janeiro.


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