Obras estão previstas para começar ainda em 2026. Foto: Divulgação
O antigo prédio do primeiro centro de distribuição de energia da região, construído pela Celg na década de 1950 na Rua 252, no Setor Leste Universitário, dará lugar ao Memorial da Energia do Brasil Central. O projeto é fruto de uma parceria entre a EDP e a Elysium Sociedade Cultural, com patrocínio realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). O objetivo da iniciativa é preservar e contar a história da eletrificação da região, além de conectar esse legado a temas contemporâneos como educação, ciência, sustentabilidade e valorização do patrimônio histórico.
Tombado como patrimônio histórico e artístico pelo Estado de Goiás em 2009, o edifício da antiga Subestação de Goiânia abriga equipamentos técnicos originais das décadas de 1950, fabricados por empresas italianas e suíças. Primeira estrutura do gênero no Brasil Central, o local desempenhou papel estratégico no desenvolvimento regional e foi decisivo para viabilizar a eletrificação necessária à construção e inauguração de Brasília.
Para receber o memorial, o prédio atualmente desativado passará por um amplo processo de restauro e adaptação, com a realocação de seus equipamentos históricos para exibição ao público. O projeto vai combinar a preservação desse acervo com recursos tecnológicos modernos, reunindo exposições digitais, realidade virtual e jogos educativos focados em sustentabilidade e eficiência energética.


O diretor do Instituto da EDP na América do Sul, Dominic Schmal, destaca o valor do projeto no ano em que a companhia celebra marcos históricos de atuação no país.”Para a EDP, preservar esse patrimônio significa reconhecer a importância da história da energia para o desenvolvimento do Brasil e, ao mesmo tempo, criar formas de conectar esse legado às próximas gerações ao transformar um espaço histórico em um ambiente vivo de conhecimento, educação e cultura, mostrando que preservar o passado é também construir um olhar mais consciente sobre o futuro. O Memorial da Energia do Brasil Central nasce em um ano especialmente simbólico para empresa, em que celebramos 10 anos de atuação da EDP no segmento de transmissão no Brasil e 30 anos de presença da companhia no país”.
A requalificação arquitetônica será conduzida com foco na manutenção da memória do edifício. O engenheiro Wolney Unes, diretor executivo do projeto e responsável pela Elysium Sociedade Cultural, ressalta a integração entre o acervo histórico e o aprendizado futuro.
“As intervenções vão respeitar integralmente o valor histórico do edifício e têm como propósito preservar sua memória, ao mesmo tempo em que o transformam em um espaço vivo, preparado para dialogar com as próximas gerações. O memorial será um ambiente para conectar passado e futuro, mostrando como a história da energia está diretamente ligada ao desenvolvimento sustentável”, pontuou.
A gestão da obra ficará a cargo da arquiteta Jessica Marques, que aponta para o caráter inclusivo e dinâmico da iniciativa. “A proposta é preservar um patrimônio de relevância histórica e, ao mesmo tempo, criar um espaço dinâmico, preparado para receber diferentes públicos”, detalhou a arquiteta.
As obras estão previstas para começar ainda em 2026, com contrato de duração de cinco anos. O espaço, no entanto, já receberá o público durante a fase de implantação com a realização de seminários e exposições culturais temporárias
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