Aparecida terá Casa de Acolhida para mulheres vítimas de violência doméstica

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Evento reuniu mulheres e marcou sanção de lei. (Foto: Divulgação)

Aparecida de Goiânia terá uma Casa de Acolhida para mulheres vítimas de violência doméstica. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (4) pelo prefeito Leandro Vilela (MDB), durante a solenidade de sanção da Lei Municipal de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar.

A solenidade, realizada no Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), no Parque Santa Cecília, também marcou a posse do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

“Sempre trabalhamos em perfeita harmonia e procurando fazer o que é melhor para a sociedade e, neste caso, especialmente para nossas mulheres, contra essas agressões. Encaminhamos essa matéria à Câmara para reforçarmos ainda mais nossa proteção às mulheres aparecidenses”, afirmou Leandro Vilela.

Ainda de acordo com o prefeito, a sanção da lei vai reforçar o enfrentamento à violência contra as mulheres em Aparecida. “Esse é um trabalho construído a quatro mãos, com envolvimento de várias secretarias, das forças de segurança e do Ministério Público”, enfatizou.

O espaço receberá temporariamente mulheres com medida protetiva que não contam com amparo familiar ou um local seguro para permanecer após sofrerem agressões domésticas.

A expectativa é que a Casa de Acolhida comece a funcionar nos próximos 90 dias, segundo a secretária da Mulher e de Assistência Social, Carol Araújo. “Vamos criar uma casa no município de Aparecida de Goiânia logo nos próximos meses, oferecendo acolhimento para mulheres com medida protetiva. Vai ser um lugar de passagem até conseguirmos colocá-las novamente em sua rotina normal”, explicou.

Feminicídios

Conforme dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública, Aparecida de Goiânia registrou cinco casos de feminicídio neste ano.

O caso mais recente aconteceu na noite do último domingo (1º), no bairro Cidade Vera Cruz I. Uma mulher de 27 anos foi atropelada e morta pelo companheiro após uma discussão entre o casal. Antes, segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Militar, o homem teria agredido a vítima com socos no rosto.

Leandro Vilela reconheceu a atuação das forças de segurança no enfrentamento à violência doméstica, mas ressaltou que ainda falta informação para as vítimas.

“Precisamos evoluir no sentido de proteger e também no sentido de conscientizar. A maioria desses crimes bárbaros se inicia dentro de casa. Existe uma dificuldade muito grande do governo de estar perto nesses momentos. Precisamos levar mais informação para essas vítimas comunicarem às forças de segurança e aos órgãos competentes. Precisamos dar um basta nesses agressores que ainda atentam contra nossas mulheres”, declarou.


Leia mais sobre: Casa de Acolhida para Mulheres / Cidades

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