Goiânia completa 93 anos com histórias que vão muito além das avenidas largas, dos parques e da fama de capital do sertanejo. A cidade que nasceu planejada também guarda curiosidades sobre seu nome, antigos espaços de lazer, construções históricas e até lugares que mudaram completamente de função ao longo do tempo.
Você sabia, por exemplo, que Goiânia quase se chamou Petrônia? Ou que um dos espaços mais conhecidos pelos fãs de rock já abrigou uma estrutura de abastecimento de água? Esses detalhes ajudam a contar como a capital goiana foi construída e como seus espaços se transformaram com o passar das décadas.
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Para celebrar o aniversário da cidade, o Curta Mais reuniu 12 curiosidades que ajudam a conhecer melhor a história de Goiânia.
1. Goiânia quase se chamou Petrônia
O nome em homenagem ao fundador chegou a receber mais votos
Antes de Goiânia ganhar o nome pelo qual é conhecida hoje, outra possibilidade entrou na disputa. A cidade quase se chamou Petrônia, uma homenagem a Pedro Ludovico Teixeira, responsável por liderar a construção da nova capital de Goiás.
Segundo o material histórico que registra essa votação popular, Petrônia recebeu 105 votos, enquanto Goiânia teve apenas 10. Mesmo assim, Pedro Ludovico não aceitou a primeira opção e escolheu o nome sugerido pelo professor Alfredo de Faria Castro. Foi assim que Goiânia entrou para a história.
2. O nome da capital está ligado à água
A cidade reúne córregos e mananciais em seu território
A origem do nome Goiânia é frequentemente associada a raízes indígenas. O material de referência relaciona a palavra à ideia de “terra de muitas águas”, uma definição que combina com a presença de recursos hídricos na capital.
De acordo com os números atribuídos à Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) no texto original, Goiânia possui 85 mananciais catalogados e cerca de 80 córregos. Esses cursos d’água fazem parte da paisagem urbana e reforçam a importância da preservação ambiental.
3. Goiânia também é terra do rock independente
Boogarins e Carne Doce conquistaram espaço fora de Goiás
A música sertaneja tem forte presença na identidade cultural de Goiânia. No entanto, a produção musical da capital vai muito além desse gênero.
A cidade também se destaca na cena independente, com bandas que conquistaram público em outras partes do Brasil e chegaram a circuitos internacionais. É o caso do Boogarins, grupo goiano indicado ao Grammy Latino, e da Carne Doce, conhecida por sua trajetória na música alternativa nacional.
4. O Martim Cererê já foi uma estação de água
As antigas caixas d’água deram lugar a palcos culturais
Quem frequenta o Centro Cultural Martim Cererê para acompanhar shows de rock e apresentações artísticas talvez não imagine a função original do espaço.
O complexo foi construído para abrigar estruturas relacionadas ao abastecimento de água. Seus teatros, por exemplo, ocupam antigas caixas d’água. Com a transformação do local, uma estrutura utilitária passou a integrar a vida cultural da capital e se tornou referência para a música alternativa.
5. O Grande Hotel foi ponto de encontro da elite goianiense
Construção histórica marcou os primeiros anos da capital
Entre as construções que ajudam a preservar a memória de Goiânia está o Grande Hotel, um dos primeiros edifícios erguidos na cidade. Durante décadas, o local recebeu empresários, políticos e integrantes da burguesia goiana.
Até a década de 1960, o prédio também ficou conhecido pelos grandes bailes de Carnaval. Em 2003, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), reconhecimento de sua importância para a história e a arquitetura da capital.
6. A construção de Goiânia exigiu um empréstimo milionário para a época
O projeto da nova capital começou ainda na década de 1930
Construir uma nova capital exigiu planejamento e recursos financeiros. Em 1933, o Governo de Goiás recorreu a um empréstimo de seis mil contos de réis para cobrir parte dos custos da construção de Goiânia.
O valor ajuda a dimensionar o investimento necessário para tirar o projeto do papel em uma época de grandes transformações políticas e urbanas no estado. A cidade nasceu com a proposta de representar uma nova etapa para Goiás.
7. O Museu Zoroastro Artiaga é o mais antigo da cidade
Acervo reúne registros da cultura indígena e da mineralogia
Para quem gosta de história, o Museu Zoroastro Artiaga é um dos lugares que merecem atenção. Considerado o museu mais antigo de Goiânia, ele reúne materiais relacionados à cultura indígena, à mineralogia e a diferentes aspectos da formação cultural e natural de Goiás.
O espaço também ajuda a preservar registros importantes para compreender a diversidade do território goiano e a relação entre a população, a natureza e a história regional.
8. A antiga casa de Pedro Ludovico guarda objetos do fundador
Documentos e roupas ajudam a contar a história da capital
O Museu Pedro Ludovico preserva parte da memória de um dos personagens mais importantes da história de Goiânia. O espaço, instalado na antiga residência do fundador, reúne documentos e objetos ligados à trajetória de Pedro Ludovico Teixeira.
Entre os itens mencionados no material de referência estão vestimentas originais do político. O acervo oferece ao visitante uma oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a vida de quem esteve à frente da criação da capital.
9. A Praça do Avião lembra o primeiro aeroporto de Goiânia
O bairro guarda vestígios de uma antiga pista de pouso
O nome Praça do Avião costuma despertar curiosidade, especialmente porque hoje não existe um aeroporto no local. A explicação está na história da região, que abrigou o primeiro aeroporto construído em Goiânia, ainda na década de 1930.
A antiga pista tinha formato de cruz e ficava na área onde atualmente está a praça. O nome do espaço e do Setor Aeroporto preserva essa lembrança de uma época em que a cidade ainda dava seus primeiros passos.
10. O Coreto da Praça Cívica foi inaugurado em 1942
Espaço acompanha manifestações culturais e políticas
Localizado em uma das áreas mais simbólicas de Goiânia, o Coreto da Praça Cívica faz parte da memória urbana da capital. Sua inauguração ocorreu em 5 de julho de 1942, durante a cerimônia do Batismo Cultural de Goiânia.
Ao longo dos anos, o espaço passou a receber manifestações artísticas, atividades culturais e atos políticos. Assim, o coreto se tornou parte da paisagem histórica e da vida pública da cidade.
11. O Eixo Anhanguera já teve fileiras de palmeiras
A paisagem da avenida mudou com a implantação do corredor de ônibus
Quem passa pelo Eixo Anhanguera encontra hoje um dos principais corredores de transporte coletivo de Goiânia. Mas a avenida já teve uma aparência bem diferente.
Antes da implantação do corredor de ônibus, o trecho central era marcado por fileiras de palmeiras. As árvores acabaram removidas para viabilizar a construção da estrutura de transporte, uma mudança que alterou a paisagem de uma das vias mais movimentadas da capital.
12. O Lago das Rosas já funcionou como uma espécie de clube
O parque era um dos principais pontos de lazer popular
Hoje conhecido como um dos espaços tradicionais de convivência e lazer de Goiânia, o Lago das Rosas já teve uma função diferente. A partir da década de 1940, o local era considerado um clube popular e atraía moradores que utilizavam o lago como piscina.
O espaço ainda conserva o antigo trampolim, uma lembrança dessa fase. Já o nome Lago das Rosas teria surgido por causa de um grande canteiro de rosas que existia na área originalmente.
Goiânia, uma cidade feita de histórias
Aos 93 anos, Goiânia reúne marcas de diferentes épocas. Algumas estão presentes em construções históricas e museus. Outras sobrevivem nos nomes de bairros, nas praças e nos espaços culturais que ganharam novas funções com o passar do tempo.
Conhecer essas curiosidades é também uma maneira de olhar para a capital além da rotina. Afinal, por trás de lugares conhecidos e cenários que fazem parte do dia a dia, existem histórias que ajudam a explicar como a cidade chegou até aqui.









