O candidato a deputado federal pelo PSDB, Felipe Cecílio, divulgou vídeo nesta quinta-feira (24) em que ataca o colega de chapa, Professor Alcides (PSDB), e pede que o eleitor não vote nele. Na publicação, Cecílio cita dados nacionais e estaduais de pedofilia e, em seguida, elenca várias matérias que mostram que Alcides foi denunciado por isso há dois anos.
No vídeo, Cecílio diz que o colega entrou no PSDB sem seu “consentimento” e o chama de “agressor” e “abusador”. O candidato alega que passou a tratar com mais atenção o combate à pedofilia quando Alcides passou a compor a chapa.
“O que mais me incomoda é que esse abusador, sendo reeleito, ficará impune”, afirma. Depois, ele pede expressamente que os eleitores não votem em Alcides. “Cabe a você nesse momento impedir essa barbárie. Não estou pedindo voto para mim. Esse tema vai muito além da minha eleição. Estou pedindo para não votarem na pedofilia”.
Este é mais um episódio da guerra que abalou o ninho tucano nas últimas semanas. O partido registrou a desistência de três candidatos considerados competitivos: Flávia Teles, Henrique Arantes e Jeferson Rodrigues – todos, inclusive, repassaram as bases a Cecílio.
Se o partido antes projetava a eleição de dois nomes, agora admite o risco de não fazer nenhum. Alcides é citado como o mais competitivo, e o vídeo de Cecílio passa também pela estratégia de desidratá-lo na tentativa de ser o primeiro da chapa – uma vez que o partido muito dificilmente passará de um eleito.
O Diário de Goiás pediu à assessoria de Alcides um posicionamento. O candidato, no entanto, disse que não vai se pronunciar por ora.
O caso
A denúncia partiu da mãe de um adolescente, que foi à polícia e relatou que seu filho teve envolvimento íntimo e relações sexuais com o deputado. Segundo o relato, a vítima tinha 13 anos na época do início dos fatos.
Em 12 de dezembro de 2024, a Polícia Civil prendeu três funcionários ligados a Professor Alcides, incluindo um policial militar, um segurança e um ex-agente penitenciário. Eles foram acusados de invadir a casa da vítima e utilizar armas de fogo para roubar os celulares do adolescente e de sua família, com o objetivo de apagar vídeos e provas que mostravam o parlamentar nu.
Leia mais sobre: Eleições 2026 / Felipe Cecílio / Política









