Adson Batista – Presidente – Atlético Goianiense (Foto – Raphael Teixeira)
O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, voltou a se posicionar sobre a discussão envolvendo o futuro das casas de apostas no Brasil. Durante entrevista coletiva, o dirigente reafirmou que é contrário às bets e considera positivo o eventual encerramento desse mercado no país. Ao mesmo tempo, defendeu que qualquer mudança seja feita de forma planejada, principalmente para preservar contratos já assinados pelos clubes. A discussão ganhou força depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, voltar a defender publicamente o fim das plataformas de apostas.
“Se essas bets vierem a acabar, para mim, eu acho importante. Eu sou contra”, afirmou Adson. O presidente rubro-negro já havia adotado essa posição anteriormente, quando relacionou as apostas a problemas como gastos excessivos no futebol e casos de manipulação envolvendo jogadores. Na nova manifestação, também fez questão de expor seu posicionamento político: “Eu sou um cara de direita, minhas características são definidas como uma pessoa de direita”. Na sequência, atacou o PT ao declarar: “Eu vejo petista com desvio moral e intelectual. Eu vejo assim, é minha forma de entender e cada um com a sua vida”.
Mesmo sendo contrário às bets, Adson Batista criticou o momento escolhido para o avanço da discussão e classificou a iniciativa como eleitoral. “Mas não estou aqui falando de questão política. Acho que o presidente da República tem que respeitar os contratos que nós temos assinados, as placas, essas situações. Porque vir agora com questão eleitoreira…”, afirmou. O dirigente acrescentou que uma mudança dessa dimensão deveria ter sido discutida anteriormente com todos os setores envolvidos: “Tinha que fazer isso lá atrás, fazer um estudo com todos os envolvidos”. O debate ocorre na reta final da campanha presidencial, enquanto o governo discute novas restrições ao setor.
Nesse ponto, a declaração de Adson se aproxima da posição apresentada pelo vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo. Embora os dois divirjam sobre a manutenção das bets – Adson defende que elas deixem o país ao fim dos contratos, enquanto Hugo Bravo é contrário à proibição – ambos questionaram mudanças abruptas e defenderam o cumprimento dos acordos comerciais vigentes. Bravo classificou a iniciativa como uma “medida eleitoreira” e alertou para o impacto financeiro sobre os clubes. Adson também questionou uma eventual ruptura imediata: “Nós já recebemos da nossa patrocinadora, que paga bem e paga certo. Então como é que a gente vai romper um contrato? Ter que restituir? Tem que ser muito analisado tudo isso”.
Adson Batista ressaltou ainda que sua posição contrária às apostas não é recente nem motivada pelo debate eleitoral. “Eu nunca joguei e nem vou jogar, sou contra esses negócios. Jogo que eu gosto é só futebol”, declarou. Para o presidente do Atlético-GO, a saída das bets pode acontecer, mas precisa respeitar os compromissos assumidos e dar aos clubes condições para reorganizarem seus orçamentos.
Leia mais sobre: Adson Batista / Atlético Clube Goianiense / Campeonato Brasileiro / Atlético Goianiense / Esportes









