A Polícia Civil recebeu nesta semana uma denúncia de estupro em uma das unidades de educação infantil de Anápolis. Familiares de uma menina de 3 anos levaram a queixa à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de que a garota foi vítima de violência sexual no CMEI do bairro Filostro Machado.
De acordo com a família, a suspeita surgiu depois que a mãe percebeu alterações na criança ao trocar a fralda após o retorno da escola. Aos parentes, a menina teria mencionado um homem a quem chamava de “vovô da escola”. Um funcionário que atua na segurança da unidade é apontado como suspeito.
A criança passou por avaliação no Instituto Médico-Legal (IML), e os familiares relatam que posteriormente buscaram novos procedimentos durante a apuração.
A família decidiu tornar o caso público após questionar a condução dos atendimentos. A madrinha da criança, Maria Eduarda, publicou vídeos nas redes sociais nos quais relata as dificuldades enfrentadas pelos parentes para conseguir os encaminhamentos.
De acordo com a familiar, inicialmente a família teria recebido informações de que alguns procedimentos poderiam demorar e que seria necessário aguardar até dezembro. Após insistência, novos encaminhamentos foram realizados.
Maria Eduarda também criticou a forma como os familiares teriam sido tratados durante o atendimento. Segundo o relato, uma médica teria dito à mãe da criança que deveria “cuidar melhor dela”.
Os familiares também afirmam que decidiram relatar o caso publicamente para dar visibilidade à denúncia e cobrar celeridade na investigação. A madrinha também relatou a angústia da família durante o período entre o suposto episódio e os primeiros procedimentos relacionados à denúncia. “Vocês imaginam a agonia que foi todos estes dias”, desabafou.
A família diz que espera que a investigação esclareça o que aconteceu e que eventuais responsáveis sejam responsabilizados. “Nosso objetivo é que a justiça seja feita”, concluiu.
Até o momento, não há informação sobre prisão ou indiciamento do suspeito. A investigação segue em andamento. A identidade da criança é preservada por se tratar de possível vítima de violência sexual.
O que diz a prefeitura
A Secretaria Municipal de Educação informou que instaurou uma sindicância para apurar o caso e que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação. Segundo a pasta, o servidor em questão tem 68 anos, trabalha há 24 anos na rede municipal e não tem histórico de conduta irregular.
Todavia, ele foi afastado até a apuração do caso. A secretaria disse ainda que aguarda o fim do inquérito para avaliar outras medidas eventualmente cabíveis.
Leia mais sobre: Anápolis / Cidades









