Leandro Bittar detalha reunião com a CBF sobre reclamações do Vila Nova contra a arbitragem

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Leandro Bittar – Presidente do Conselho Deliberativo do Vila Nova (Foto – Roberto Corrêa)

A reta final da Série B do Campeonato Brasileiro tem sido marcada por reclamações do Vila Nova em relação à arbitragem. Diante da insatisfação com decisões tomadas nos últimos jogos, a Federação Goiana de Futebol (FGF) intermediou uma reunião entre dirigentes colorados e integrantes da Comissão de Arbitragem da CBF. O encontro contou com a participação do presidente do Vila Nova, Fábio Brasil, do vice-presidente Hugo Jorge Bravo e do presidente do Conselho Deliberativo, Leandro Bittar, além de representantes da FGF e da arbitragem nacional. O objetivo foi apresentar os questionamentos do clube e ouvir as explicações sobre os lances considerados prejudiciais ao Tigrão.

Entre as principais reclamações estão os acréscimos concedidos nas partidas contra Novorizontino e São Bernardo, confrontos em que o Vila Nova sofreu gols nos minutos finais. Entretanto, o episódio que provocou maior indignação foi um possível pênalti não marcado no empate por 2 a 2 com o Juventude, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga. O lance, ocorrido ainda no primeiro tempo, envolveu um toque de bola no braço de um jogador da equipe gaúcha. Para a diretoria colorada, a jogada deveria ter resultado em penalidade máxima.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Leandro Bittar avaliou positivamente a reunião, principalmente pela oportunidade de apresentar pessoalmente as reclamações do Vila Nova aos responsáveis pela arbitragem brasileira. “Foi importante por ter a participação de todos eles. Então foi muito bom, porque a gente conseguiu explanar os nossos questionamentos, as nossas reclamações em relação aos últimos jogos, e ter também deles um olhar, a resposta do que a Comissão de Arbitragem entende”, destacou o dirigente. Participaram do encontro, entre outros representantes, Sandro Meira Ricci, Netto Góes e os dirigentes da FGF André Pitta e Ronei de Freitas.

Sobre o lance contra o Juventude, Leandro Bittar revelou que os integrantes da Comissão de Arbitragem consideraram correta a decisão tomada em campo, assim como a atuação do VAR, entendendo que não houve infração. A explicação apresentada foi de que o toque no braço ocorreu durante um movimento natural de disputa pela bola. O entendimento, porém, não convenceu a diretoria colorada.

“A gente discorda, porque ali a bola estava indo para dentro da área. Quando você olha a câmera por trás, o braço dele está um pouco mais descolado do corpo. Não está sendo tão natural como eles dizem”, argumentou Bittar, reforçando a divergência entre a interpretação do Vila Nova e a avaliação da comissão.

O dirigente também comentou a escala de Bruno Arleu de Araújo, árbitro FIFA do Rio de Janeiro, para comandar o confronto decisivo entre Vila Nova e Criciúma, marcado para sábado (7), no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga. Bittar demonstrou satisfação com a escolha e ressaltou que a CBF enfrenta limitações na definição dos árbitros nesta reta final, já que procura evitar profissionais vinculados às federações dos clubes diretamente envolvidos nas disputas.

“A gente ficou muito satisfeito. Acho que o Bruno Arleu Araújo é um árbitro que fez uma boa partida, inclusive o último jogo que ele apitou foi do Atlético com o Fortaleza, na Arena Castelão. Acho que foi uma boa arbitragem e tem tudo para repetir essa boa arbitragem aqui no Onesio Brasileiro Alvarenga”, afirmou.


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