Arrascaeta – Flamengo (Foto – Adriano Fontes – CRF)
A CBF aprovou a redução gradual do limite de jogadores estrangeiros relacionados por partida nas competições nacionais. O número cairá de nove, em 2026, para cinco, em 2030.
A mudança aumenta a relevância da naturalização de atletas que vivem há vários anos no Brasil. O zagueiro Kannemann, por exemplo, tornou-se cidadão brasileiro neste ano e deixou de ocupar uma vaga destinada a estrangeiros no Grêmio.
O meia Arrascaeta, do Flamengo, também iniciou o processo de naturalização em 2023. O uruguaio vive no Brasil desde 2015.
O que diz a legislação
A naturalização ordinária exige, em regra, quatro anos de residência por prazo indeterminado no Brasil. O interessado também precisa comprovar capacidade de comunicação em português e não ter condenação penal, entre outros requisitos.
O prazo pode cair para um ano em casos específicos, como para quem tem filho brasileiro, cônjuge ou companheiro brasileiro ou é originário de país de língua portuguesa.
As viagens ao exterior também entram no cálculo. Ausências esporádicas que, somadas, não ultrapassem 12 meses não impedem o pedido. Para o prazo de quatro anos, a referência é de até um ano de ausência acumulada.
Jogadores que já têm tempo de residência
Entre os estrangeiros que atuam atualmente no futebol brasileiro e podem cumprir os requisitos de residência estão:
- Gustavo Gómez — Palmeiras — desde agosto de 2018
- Piquerez — Palmeiras — desde julho de 2021
- Flaco López — Palmeiras — desde junho de 2022
- Villasanti — Grêmio — desde agosto de 2021
- Germán Cano — Fluminense — desde janeiro de 2020
- Soteldo — Fluminense — desde agosto de 2022
- Calleri — São Paulo — desde agosto de 2021
- Emmanuel Martínez — Vitória — desde agosto de 2022
- Gabriel Mercado — Internacional — desde julho de 2021
- Cuello — Atlético-MG — desde setembro de 2020
- Varela — Flamengo — desde agosto de 2022
- Pulgar — Flamengo — desde agosto de 2022
Entre jogadores de países de língua portuguesa, o prazo pode ser menor, desde que os demais requisitos sejam cumpridos. É o caso de Nuno Moreira, do Vasco, Josué, do Coritiba, Rúben Ismael, do Vitória, e Cédric Soares, do São Paulo.
A naturalização, porém, depende de pedido formal e do cumprimento de todos os requisitos legais. O tempo de permanência no Brasil, isoladamente, não garante a obtenção da cidadania.
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