Penúltimo debate tem críticas à saúde e feminicídios e duelo entre Daniel e Wilder

1790271962_debate-governo-de-goias.webp

O penúltimo debate antes do primeiro turno, realizado nesta quinta-feira (24), pela Rádio CBN/O Popular, foi dominado por críticas dos candidatos de oposição à saúde estadual e à alta dos feminicídios em Goiás. No bloco final, Daniel Vilela (MDB) provocou Wilder Morais (PL) questionando seu posicionamento no Congresso Nacional quanto às pautas do bolsonarismo e lembrou que o adversário faltou à votação da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Logo no primeiro bloco, Wilder perguntou a Marconi Perillo (PSDB) sobre segurança pública. O tucano aproveitou para explorar a alta dos feminicídios em Goiás. “Teremos uma política de tolerância zero contra o feminicídio”, afirmou. Segundo o ex-governador, serão tomadas “medidas duríssimas”, além de ampliação do efetivo policial a partir de estímulo para retorno dos veteranos à ativa e novo concurso público. Ele apontou ainda reforço das Patrulhas Maria da Penha e das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams). Wilder, por sua vez, atribuiu à política de defesa das mulheres a Ana Paula Rezende (PL), vice de sua chapa.

O assunto voltou à pauta quando Daniel Vilela (MDB) disse a Luis Cesar Bueno (PT) que os governos petistas eram responsáveis pelo aumento dos feminicídios a partir do avanço de facções criminosas como PCC e Comando Vermelho. Bueno disse que há uma exclusão das mulheres no governo e atribuiu à carência de Deams a alta de crimes contra mulheres. O emedebista citou que há sete mulheres no seu secretariado e se comprometeu a, se eleito, liderar uma rede estadual de proteção.

Saúde e clima quente

Foi no último bloco, quando Wilder questionou Daniel Vilela sobre a saúde, que o clima esquentou no debate. O candidato do PL citou problemas no atendimento do SUS e disparou: “o senhor vai resolver isso a partir do ano que vem ou a partir de agora? O senhor tem a caneta na mão e é o governador”.

Na resposta, o emedebista provocou o adversário. O governador disse que Wilder é “senador há dez anos e pouca coisa os goianos sabem sobre o trabalho” dele no Congresso Nacional.

Depois ainda citou a ausência de Wilder na votação que barrou a indicação de Jorge Messias para o STF, neste ano, e lembrou que o candidato bolsonarista, num mandato anterior, sediou uma reunião com outros senadores numa embarcação em prol da aprovação de Alexandre de Moraes para o Supremo.

Na réplica, o senador disse que não votou por conta da demora do debate na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) e de uma votação rápida no plenário. “Durou sete minutos só no plenário, não cheguei a tempo”, justificou Wilder.

Ao retomar o tema saúde, na sequência, Wilder disse que enviou recursos via emendas parlamentares para equipar hospitais. Daniel disse que “não viu” os recursos do senador e que os hospitais estaduais mais recentes foram equipados com recursos do Tesouro Estadual.


Leia mais sobre: Eleições 2026 / Governo de Goiás / Política

fonte

Compartilhe essa matéria.

Facebook
X
Threads
Telegram
WhatsApp
Email
Print

PUBLICIDADE