Quaest: Lula encurta diferença, e Flávio Bolsonaro tem apenas um ponto de vantagem; número de indecisos dobra

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Flávio Bolsonaro e Lula disputam segundo turno. (Foto: Reprodução)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu para apenas um ponto a vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) na penúltima rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (21). O petista manteve-se com 44% das intenções de voto, mas o parlamentar fluminense oscilou para baixo, de 46% para 45%.

Estes resultados são da pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor. Há ainda 2% que se declararam indecisos e outros 9% que dizem que não vão votar ou votarão branco ou nulo.

De uma semana para outra, a rejeição a Lula caiu de 53% para 47%. A rejeição a Flávio Bolsonaro oscilou dois pontos para baixo, de 54% para 52%. A rejeição a Flávio é maior entre os beneficiários do Bolsa Família: 68% afirmam que não votariam nele. Nesse grupo, 27% rejeitam Lula.

O resultado da Quaest representa um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Foram ouvidas 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como BR-08535/2026.

Número de indecisos dobra

Na pesquisa espontânea, quando o entrevistador não apresenta os candidatos, Flávio Bolsonaro e Lula empatam numericamente em 40%. O que chama atenção é que o percentual de indecisos, aqueles que não declaram voto automaticamente em nenhum candidato, saltou de 7% para 14% em pouco mais de duas semanas.

Entre as mulheres, o percentual de indecisos passou de 8% para 17%. Entre os eleitores independentes — que não são nem petistas nem bolsonaristas, nem de direita nem de esquerda –, a parcela de indecisos foi de 13% para 31%.

Transferência de votos

Dos eleitores de Augusto Cury (Avante), terceiro colocado na corrida presidencial, 48% declaram voto em Lula e 33% em Flávio Bolsonaro. Entre quem votou em Ronaldo Caiado (PSD), 57% dizem que votarão agora em Bolsonaro e 21% escolherão o petista. No grupo de eleitores de Renan Santos (Missão), 51% afirmam que votarão no senador fluminense e 25% migrarão para o presidente.


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