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O Internacional sofreu nesta quinta-feira um bloqueio preventivo da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf). O órgão independente foi criado pela CBF para aplicar as regras de fair play financeiro no futebol brasileiro.
A punição funciona de forma semelhante a um transfer ban doméstico. Em tese, o Inter não fica proibido de registrar jogadores. No entanto, novas contratações precisam de autorização prévia da agência.
A medida ocorre enquanto o clube gaúcho já cumpre duas punições da Fifa. Por isso, na prática, o bloqueio da Anresf não altera a situação atual do Internacional.
Inter já tem dois transfer bans da Fifa
O clube está impedido de registrar novos atletas por causa de dívidas relacionadas às contratações de Juninho, junto ao Midtjylland, da Dinamarca, e Ramon, do Olympiakos, da Grécia.
Juninho não faz mais parte do elenco colorado. O lateral-esquerdo foi emprestado ao Vitória.
Em agosto, o Grêmio recebeu uma punição semelhante da Anresf. Foi o primeiro caso de aplicação da Seção 8 do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (RSSF), que entrou em vigor no futebol brasileiro em 1º de janeiro de 2026.
Por que o Inter foi punido?
A Anresf aplicou o bloqueio porque o Internacional incorreu no chamado Evento de Insolvência. Em 4 de setembro, o clube apresentou à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) um plano de pagamento coletivo de credores.
O objetivo é reparcelar as dívidas desportivas de acordo com a capacidade de pagamento do clube. O programa contempla inicialmente R$ 31 milhões em débitos.
Esse valor pode aumentar caso novos credores desportivos ingressem no plano da CNRD.
A Anresf comunicou a decisão à CBF. O bloqueio preventivo funciona como uma trava no sistema nacional de registro de atletas.
Quais são as condições para contratar?
A liberação de novas contratações depende do cumprimento de critérios financeiros estabelecidos pelo RSSF.
O primeiro exige saldo positivo acumulado com receitas de transferências de jogadores na janela vigente. As taxas e comissões de uma nova contratação, somadas aos valores já gastos no período, também não podem superar o total arrecadado.
A agência ainda analisa a folha salarial. Os gastos com jogadores e comissão técnica devem permanecer dentro do limite mensal estabelecido pelo RSSF.
A remuneração não pode superar a média registrada nos seis meses anteriores ao Evento de Insolvência.
Inter confirma plano de parcelamento
Após a decisão da Anresf, o Internacional divulgou um comunicado sobre a situação financeira.
O clube afirmou que apresentou, no início de setembro, um pedido de Plano de Parcelamento Coletivo à CNRD. Segundo o Inter, a medida faz parte do processo de reestruturação do passivo da instituição.
O clube informou que o plano contempla inicialmente R$ 31 milhões em dívidas desportivas. O alcance pode aumentar conforme novos credores aderirem à CNRD.
O Internacional também explicou que comunicou a Anresf sobre o pedido e seguirá os procedimentos previstos no Sistema de Sustentabilidade Financeira da CBF.
A expectativa do clube é concluir os dois processos. Depois da aprovação do Plano de Parcelamento Coletivo e da assinatura de um Acordo de Reestruturação com a Anresf, o Inter pretende iniciar o cumprimento dos compromissos.
O que é o bloqueio preventivo?
O bloqueio preventivo é uma restrição no sistema de registro de atletas da CBF. A medida é semelhante a um transfer ban e limita a inscrição de novos jogadores.
No caso do Internacional, porém, a punição da Anresf não muda a situação imediata. O clube já está impedido de registrar atletas por causa dos dois transfer bans aplicados pela Fifa.
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