Mercado Central de Goiânia: o que comer, o que comprar e como visitar

mercado-central-de-goiania-1.webp

O Mercado Central de Goiânia é daqueles lugares onde a cidade ainda pode ser experimentada pelo cheiro e pelo balcão. Tem empada saindo quente, queijo, doce, pequi em conserva, temperos, farináceos, artesanato e comerciantes que atravessaram décadas atendendo gerações de goianienses. Para quem nunca foi, o endereço no Centro funciona quase como uma introdução prática aos sabores e costumes de Goiás.

Não espere um mercado gourmetizado. Parte da graça está justamente no contrário. São corredores apertados, vitrines cheias, produtos pendurados, potes de temperos e aquela conversa de balcão que sobreviveu à chegada dos grandes supermercados e shopping centers.

Corredores do Mercado Central de Goiânia reúnem gastronomia, produtos regionais e comerciantes tradicionais no Centro da capital. Foto: Curta Mais

O Mercado começou a funcionar em 1950 e passou por outros endereços antes de chegar à atual sede, na Rua 3. Hoje, a Prefeitura registra 101 permissionários funcionando no primeiro e no segundo pavimentos.

Para quem está indo pela primeira vez, montamos um guia do que vale procurar por lá.

Onde fica o Mercado Central de Goiânia e como chegar

O Mercado fica na Rua 3, nº 322, Setor Central, a poucos minutos da Praça Cívica e de outros pontos históricos do Centro.

É uma localização interessante até para quem está visitando Goiânia e quer montar um roteiro a pé pela região central.

A Prefeitura informa ainda que o mercado possui estacionamento. O espaço foi construído após uma mobilização dos permissionários e a desapropriação de imóveis próximos.


Endereço: Rua 3, nº 322, Setor Central, Goiânia
Telefone: (62) 3524-1324
Horário: segunda a sexta, das 7h às 18h; sábado e domingo, das 7h às 14h
Estacionamento: há estacionamento ligado ao mercado
Mais informações: GoiâniaTur

O que comer

Se existe uma comida associada ao Mercado Central, é difícil competir com a empada.

Não por acaso, a própria Prefeitura trata as empadas do mercado como uma das referências gastronômicas de Goiás.

E um endereço em especial atravessou gerações.

Empada do Alberto 1947

A Empada do Alberto 1947 é uma das histórias mais conhecidas dentro do mercado. O arquivo do Curta Mais já registrava Alberto trabalhando no local havia décadas, e a casa continua aparecendo no guia gastronômico da cidade em 2026.

Corredores do Mercado Central de Goiânia reúnem gastronomia, produtos regionais e comerciantes tradicionais no Centro da capital. Foto: Curta Mais

Corredores do Mercado Central de Goiânia reúnem gastronomia, produtos regionais e comerciantes tradicionais no Centro da capital. Foto: Curta Mais

Entre os sabores citados pelo estabelecimento estão frango com catupiry, camarão, palmito ao creme branco e até versões doces.

O jeito de comer também faz parte da experiência: pegar a empada no balcão e comer ali mesmo, sem muita cerimônia.

Serviço
Telefone: (62) 3224-1168
Horário informado pelo estabelecimento no guia Curta Mais: segunda a sexta, 7h às 18h; sábado, 7h às 14h; domingo fechado.

Mas não vá ao Mercado procurando apenas empada.

Entre os produtos típicos listados pela GoiâniaTur estão pequi em conserva, frutas, carnes, temperos, doces e queijos. Reportagens anteriores do Curta Mais também registraram pastéis, salgados, tortas e doces artesanais entre as opções encontradas pelos corredores.

Corredores do Mercado Central de Goiânia reúnem gastronomia, produtos regionais e comerciantes tradicionais no Centro da capital. Foto: Curta Mais

Corredores do Mercado Central de Goiânia reúnem gastronomia, produtos regionais e comerciantes tradicionais no Centro da capital. Foto: Curta Mais

Para quem vem de fora de Goiás, esse é justamente um dos motivos para colocar o mercado no roteiro: dá para encontrar vários sabores regionais concentrados no mesmo endereço.

O que comprar

É melhor entrar sem uma lista rígida.

As bancas misturam alimentos e produtos que fazem parte do cotidiano goiano. Entre eles estão queijos, farináceos, doces, especiarias, frutas, pequi em conserva, plantas e raízes medicinais.

Há ainda panelas, cachaças, cestas, peneiras e outras peças de artesanato, segundo o inventário turístico da Prefeitura.

Corredores do Mercado Central de Goiânia reúnem gastronomia, produtos regionais e comerciantes tradicionais no Centro da capital. Foto: Curta Mais

Corredores do Mercado Central de Goiânia reúnem gastronomia, produtos regionais e comerciantes tradicionais no Centro da capital. Foto: Curta Mais

Para quem procura lembrança de Goiás, vale fugir do souvenir óbvio e olhar justamente para esses produtos regionais.

Um queijo, um doce, uma conserva ou uma peça artesanal costuma dizer muito mais sobre a cultura local do que uma lembrancinha produzida em série.

E existe outro prazer particular no mercado: andar sem pressa.

Uma banca de temperos pode levar à de doces, que leva a uma vitrine de queijo e, quando você percebe, já está carregando algo que nem estava nos planos.

Um mercado que guarda histórias de Goiânia

Embora este seja um guia de visita, é impossível entender o Mercado sem olhar rapidamente para sua história.

Corredores do Mercado Central de Goiânia reúnem gastronomia, produtos regionais e comerciantes tradicionais no Centro da capital. Foto: Curta Mais

Corredores do Mercado Central de Goiânia reúnem gastronomia, produtos regionais e comerciantes tradicionais no Centro da capital. Foto: Curta Mais

O primeiro mercado começou a funcionar em 1950, no local onde posteriormente seria construído o Parthenon Center. Depois passou pelo Mercado Centro Comercial Popular até ser transferido para a região da Rua 3.

A GoiâniaTur registra a transferência para a sede definitiva em 24 de outubro de 1986. Documentação municipal também registra a entrega da obra no ano seguinte e reformas posteriores, incluindo intervenções em 1991 e 1994.

Essa trajetória ajuda a explicar por que o lugar é mais do que um ponto de compras.

O arquivo do próprio Curta Mais mostra isso.

Em uma reportagem produzida dentro do mercado há mais de uma década, encontramos personagens como Erotilde de Morais, que naquela época dizia frequentar o local diariamente havia 60 anos, além de comerciantes que passaram boa parte da vida trabalhando atrás daqueles balcões.

Erotildes

É esse tipo de memória que ainda diferencia o Mercado Central de um centro comercial convencional.

Veja a reportagem histórica do Curta Mais dentro do Mercado Central

Qual o melhor horário para conhecer

Se a ideia é realmente conhecer o mercado, vale chegar pela manhã.

Além de evitar deixar a visita para perto do fechamento, é um horário que combina melhor com a proposta do lugar: circular pelas bancas, tomar alguma coisa, comer uma empada e comprar produtos para levar para casa.

A GoiâniaTur informa atualmente os seguintes horários:

Segunda a sexta: 7h às 18h
Sábado: 7h às 14h
Domingo: 7h às 14h.

Atenção apenas para uma diferença importante: boxes e lanchonetes podem trabalhar em horários próprios. A Empada do Alberto, por exemplo, informa funcionamento até sábado e fechamento aos domingos.

Por isso, quem pretende visitar um estabelecimento específico deve conferir antes de sair de casa.

Outros mercados para conhecer em Goiânia

Gostou da experiência? O Mercado Central não está sozinho.

Goiânia possui outros mercados municipais que ajudam a contar a história de diferentes regiões da cidade. O Mercado de Campinas, por exemplo, foi inaugurado em 1955 e teve papel importante no abastecimento do antigo município e dos bairros vizinhos.

Há também espaços como Mercado da Vila Nova, Mercado da 74 e Mercado Popular.

Mas, para uma primeira experiência, o Central continua sendo um bom ponto de partida. Ele combina comida, produtos regionais, história e localização privilegiada no Centro.

Como aproveitar a primeira visita

Não precisa transformar o passeio em missão.

Reserve algum tempo para percorrer os dois pavimentos, compare produtos entre as bancas e aproveite para conversar com quem está atrás do balcão. Se encontrar algo regional que nunca experimentou, pergunte como é consumido ou preparado.

E vá com fome.

Porque visitar o Mercado Central sem parar para comer alguma coisa é perder justamente uma das partes mais interessantes do passeio.

Mais de sete décadas depois de começar a funcionar em Goiânia, o mercado continua fazendo algo que shopping nenhum consegue reproduzir direito: colocar a cidade inteira dentro de alguns corredores.

O Curta Mais não se responsabiliza por eventuais alterações de horários, valores e programações. Confirme antes de ir.

fonte

Compartilhe essa matéria.

Facebook
X
Threads
Telegram
WhatsApp
Email
Print

PUBLICIDADE