Issy Quinan é quem tem maior número de apoios até aqui. (Foto: Will Rosa)
A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para o biênio 2027-2028 ganhou novos contornos nesta semana, com a ampliação do apoio ao deputado estadual Issy Quinan (MDB). O parlamentar já contabiliza pelo menos 13 adesões públicas à sua candidatura, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (28).
Reeleito com mais de 73 mil votos, Issy tem buscado consolidar uma base que reúne deputados de diferentes partidos, incluindo parlamentares que estrearão na próxima legislatura. Entre os apoiadores estão Bessa, Keke da Vulkanic e Lucas Kitão, do Mobiliza; Dr. Amarildo Filho e Neto Karfan, do Novo; Henrique César e Willian Panda, do Podemos; além de Paulin Vai Nele (PRD), Edson Raiado (PSD), Joscilene Mangão (Agir), Paulo do Vale (PSD), Paulo Cezar Martins (MDB) e Amauri Ribeiro (PL).
A articulação coloca o emedebista entre os nomes mais competitivos na corrida pela sucessão do atual presidente da Casa, Bruno Peixoto (União Brasil), eleito deputado federal em outubro. A manifestação de apoio, entretanto, não significa necessariamente que os votos estejam definitivamente consolidados para a eleição da Mesa Diretora.
Outros nomes na disputa
Apesar do avanço de Issy, a disputa permanece aberta, com diferentes parlamentares interessados em assumir o comando do Legislativo estadual. Entre os nomes cotados estão Cairo Salim, Charles Bento e Paulo Cezar Martins, do MDB; Jamil Calife (PP); Talles Barreto e Virmondes Cruvinel, do União Brasil; Wagner Neto (Solidariedade); e Wilde Cambão (União Brasil).
O líder do governo na Alego, Talles Barreto, confirmou que tem interesse em presidir a Casa nos dois primeiros anos do próximo biênio. Ele, porém, condiciona o avanço de sua candidatura ao diálogo com o governador Daniel Vilela (MDB) e com o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).
Virmondes Cruvinel, por sua vez, participa de uma articulação para tentar unificar parte dos postulantes em torno de uma candidatura de consenso. O grupo reúne seis deputados: além de Virmondes, Charles Bento, Cairo Salim, Jamil Calife, Wagner Neto e Wilde Cambão.
A iniciativa busca aproximar parlamentares que também demonstram interesse na presidência e evitar a dispersão de forças na disputa. Até o momento, porém, o grupo não definiu um nome para receber o apoio dos demais integrantes.
Bruno Peixoto defende sucessor da base governista
A influência de Bruno Peixoto também faz parte das negociações. O atual presidente já apresentou ao governador Daniel Vilela sua preferência por um sucessor que seja reeleito e integre a base governista.
A orientação favorece parlamentares que já conhecem o funcionamento da Assembleia e participaram da atual legislatura. O grupo de possíveis candidatos, contudo, é amplo e inclui diferentes partidos aliados ao governo.
Outro nome citado nos bastidores é o de Lissauer Vieira (PL), ex-presidente da Alego. Sua eventual candidatura acrescentaria um componente diferente à disputa, já que o parlamentar é ligado à oposição ao grupo governista. Por isso, perdeu força nos últimos dias.
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