Presidente do Flamengo estima perda de R$ 2,5 bilhões no futebol com fim das bets

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O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, afirmou nesta sexta-feira (25) que o futebol brasileiro pode perder cerca de R$ 2,5 bilhões em receitas caso o governo proíba as bets.

Em entrevista à CNN Brasil, o dirigente também estimou um impacto de até R$ 430 milhões nas receitas do Flamengo em 2027. Os valores são projeções apresentadas pelo próprio presidente do clube.

“O futebol brasileiro vai perder, no ano que vem, alguma coisa em torno de R$ 2,5 bilhões”, afirmou Bap.

Mais cedo, o Flamengo publicou uma nota sobre a possibilidade de proibição das apostas esportivas. O clube questionou os impactos da medida sobre o futebol brasileiro.

Governo prepara medida sobre as bets

O governo federal prepara uma Medida Provisória (MP) para alterar as regras das apostas esportivas e dos jogos on-line.

Até a divulgação das informações, o governo ainda não havia detalhado oficialmente o texto definitivo da MP. O governo trabalhava na conclusão da medida e também discutia alternativas para reduzir os impactos sobre os clubes de futebol.

Entre as medidas discutidas pelo governo está a possibilidade de criar mecanismos de apoio aos clubes. As propostas incluem a renegociação ou prorrogação de dívidas com a União e linhas de financiamento para investimentos em infraestrutura esportiva.

Impacto nas receitas dos clubes

As apostas esportivas se tornaram uma importante fonte de receitas para clubes brasileiros por meio de patrocínios e outros contratos comerciais.

Na avaliação de Bap, uma eventual proibição afetaria diretamente os contratos atualmente mantidos pelo futebol brasileiro.

No caso do Flamengo, o dirigente estimou perda de até R$ 430 milhões em 2027. A projeção considera receitas que o clube poderia deixar de receber com o fim das apostas.

Bap também apresentou a estimativa de R$ 2,5 bilhões para o futebol brasileiro durante entrevista à CNN Brasil.

Como funciona uma Medida Provisória

A Medida Provisória começa a produzir efeitos após a publicação, mas o Congresso Nacional ainda precisa analisá-la.

O texto tem validade inicial de 60 dias, prorrogável uma vez por igual período. Para continuar em vigor após esse prazo, precisa ser convertido em lei pelo Congresso.

Caso o Congresso não aprove a MP dentro do prazo constitucional, a medida perderá a eficácia.

Enquanto o governo prepara a nova medida, o mercado regulado de apostas segue submetido às regras atualmente vigentes. O Ministério da Fazenda mantém mecanismos de fiscalização e combate às plataformas que operam de forma irregular.


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