Prévia da inflação em Goiânia é de 0,95% para setembro, a mais alta do país

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Prévia da inflação tem alta expressiva em setembro

Goiânia apresentou a maior prévia de inflação o país em setembro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que antecede a inflação oficial, foi divulgado nesta sexta-feira (25) e apontou alta de 0,95% nos preços na capital. O dado fica acima dos 0,7% aferidos no Brasil e ainda à frente de todas as outras regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Atrás de Goiânia ficaram Belo Horizonte (0,79%), Rio de Janeiro (0,77%), Brasília (0,76%) e Porto Alegre (0,75%). Na outra ponta, as menores variações foram assinaladas em Recife (0,44%), Salvador (0,50%) e Belém (0,51%).

Embora também seja um indicador calculado a partir da variação de preços em determinado tempo, o IPCA-15 difere do IPCA (índice oficial de inflação do país) pela abrangência geográfica e pelo período de coleta, que, para ele, costuma ser do dia 16 do mês anterior ao dia 15 do mês de referência.

Em Goiânia, a prévia da inflação de setembro de 2026 foi a segunda maior para o mês desde o início da série histórica atual, em fevereiro de 2020. O único resultado superior ocorreu em setembro de 2020, quando o índice chegou a 1,10%. Considerando apenas os resultados de 2026, a variação de setembro também foi a segunda maior do ano, abaixo somente da registrada em maio (1,41%).

Com isso, o IPCA-15 de Goiânia acumula alta de 4,30% em 2026, acima do índice nacional (3,82%). A diferença é ainda maior no acumulado dos últimos 12 meses: a prévia da inflação alcançou 6,29% em Goiânia, enquanto, no Brasil, a variação acumulada foi de 4,47%.

Energia pesa no bolso

O grupo Habitação apresentou alta de 1,92% em Goiânia na prévia da inflação de setembro, resultado próximo ao registrado no Brasil (2,07%). A principal pressão veio da energia elétrica residencial, que subiu 6,38% na capital goiana, enquanto a alta nacional foi ainda maior, de 7,42%. Apesar do resultado de setembro, a energia elétrica acumula queda de 2,85% no ano em Goiânia, em contraste com a alta de 4,59% no Brasil. Em 12 meses, por outro lado, o subitem apresenta aumentos expressivos de 14,88% em Goiânia e de 2,83% no país.

A série de 2026 mostra uma grande oscilação dos preços da energia elétrica em Goiânia. Depois de registrar quedas nos primeiros meses do ano, o subitem chegou a recuar 6,14% em agosto, antes da alta de 6,38% observada em setembro. No sentido contrário à energia, o gás de botijão ficou 1,06% mais barato em Goiânia na prévia do mês, enquanto a queda nacional foi de 0,23%. Apesar da redução, o produto ainda acumula altas de 1,90% no ano e de 3,74% em 12 meses na capital goiana. No Brasil, os acumulados são de 2,32% e 3,21%, respectivamente.


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